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Tarso diz à PGR que prisão de nº 2 foi
desnecessária
Marina Mello
Direto de Brasília
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que considerou
"desnecessária" a prisão do então diretor-executivo da
Polícia Federal (PF), Romero Menezes, acusado de prática
de advocacia administrativa, quando um servidor público
usa da sua função para obter vantagens em proveito
próprio ou de terceiros.
De acordo com interlocutores, o ministro até telefonou
ontem para o procurador-geral da República, Antonio
Fernando Souza, para falar sobre a falta de fundamento
no pedido de prisão feito pelo Ministério Público.
"A determinação da prisão foi desnecessária porque foi
feita não pelo perigo, mas pelo cargo ocupado por ele
por poder interferir na investigação. (...) Em relação
ao cargo, bastava o juiz pedir pelo afastamento dele, e
foi justamente o que eu fiz hoje, está no Diário
Oficial", disse o ministro.
Segundo Tarso Genro, a prisão "não tinha fundamento nem
necessidade" e isso acabou gerando um "sentimento de
insatisfação" dentro da PF. O ministro da Justiça
ressaltou, porém, que, por enquanto, não pensa em entrar
com nenhum tipo de representação contra a PGR.
Mesmo assim, o ministro negou que exista algum tipo de
crise entre a PF e a PGR e elogiou a investigação feita
pela Procuradoria ressaltando que a PF provou que não
evita "cortar a própria carne" ao punir o delegado que
era o segundo homem dentro da hierarquia da corporação.
Fontes do Ministério informaram que o procurador Antônio
Fernando de Souza recebeu com naturalidade as
reclamações de Tarso Genro sobre a prisão e se
prontificou a verificar se havia ocorrido algum tipo de
abuso no pedido de prisão.
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