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Estudo indica queda na fecundidade e
envelhecimento da população brasileira
A queda acelerada das taxas de fecundidade e da
mortalidade registradas no Brasil provoca mudanças
rápidas no ritmo de crescimento da população. A mais
importante, de acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada), é o envelhecimento dos brasileiros.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado nesta
terça-feira pelo instituto, elaborado com base na Pnad
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2007.
De acordo com a pesquisa "Pnad 2007: Primeiras
Análises", a taxa de fecundidade total no ano passado
foi de 1,83 filho por mulher. A média foi inferior à
chamada taxa de reposição (de 2,1), que significa o
mínimo de filhos que cada brasileira deveria gerar para
que, no período de 30 anos, a população total do país
seja mantida.
A queda teve início na segunda metade dos anos 60 e
poderá, a partir de 2030, refletir em uma população
"super envelhecida" no Brasil, reproduzindo experiências
de países da Europa Ocidental, além de Rússia e Japão.
A projeção é que a população brasileira irá atingir o
seu máximo em 2030, com um contingente de
aproximadamente 204,3 milhões de habitantes. Para 2035,
a expectativa cai para 200,1 milhões.
Como conseqüência direta, a população com idade inferior
a 15 anos, que representou 33,8% da população total em
1992, passou a responder por 25,2% em 2007. Já a
população idosa que, em 1992 representava 7,9% da
população, passou a responder por 10,6% no ano passado.
O estudo mostra que, além do envelhecimento da população
total, a proporção de pessoas com idade superior a 80
anos está aumentando. O percentual de brasileiros nesse
grupo passou de 1%, em 1992, para 1,4%, no ano passado,
o que representa um universo de 1,6 milhões de pessoas.
Os dados, de acordo com o Ipea, indicam uma maior
demanda por cuidados de longa duração e por pagamento de
benefícios previdenciários e assistenciais por um
período de tempo também mais longo.
Segundo o instituto, alguns grupos populacionais no país
já experimentam taxas negativas de crescimento, como as
pessoas com menos de 3 anos de idade. Entre 2030 e 2035,
os únicos grupos populacionais que deverão apresentar
crescimento positivo, de acordo com o estudo, são
formados por pessoas com idade superior a 45 anos.
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