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Nordeste tem pior índice de
analfabetismo, mostra pesquisa Ipea
O Nordeste do país tem os piores percentuais de
analfabetismo, mostra pesquisa realizada pelo Ipea
(Instituto de Pesquisa Aplicada) e divulgada nesta
terça-feira. No país, entre 2006 e 2007, o instituto
constatou uma redução de 0,4 ponto percentual no índice
de analfabetismo. Paralelamente, os pesquisadores
concluíram que o país deve demorar ao menos dois anos
para alcançar o tempo estipulado pela Constituição para
que toda a população conclua o ensino fundamental --que
é de oito anos.
Segundo a pesquisa, os piores percentuais de
analfabetismo estão no Nordeste, que registra 20%. Já a
região Sul tem os menores percentuais, com 5,4%. Para os
pesquisadores, a erradicação do analfabetismo no Brasil
terá de aguardar por pelo menos duas décadas.
"Ainda é um índice muito baixo. Nosso sistema convive
com uma estrutura de defasagem, o que torna o sistema
muito ineficiente. Poderíamos ter um sistema muito mais
eficiente e isso tem reflexos pedagógicos", afirmou o
diretor de Estudos Sociais do Ipea, Jorge Abraão.
"Estamos longe para conseguir a educação básica", disse
ele.
Segundo a pesquisa, a maior população de analfabetos
está na região rural, com 23,3%, enquanto a menor na
área urbana com 4,4%. Os negros são os mais afetados
pelas dificuldades registrando 14,1% entre os
analfabetos, enquanto os brancos ocupam 6,1%.
De acordo com os dados, os analfabetos se concentram
principalmente entre as pessoas com mais de 40 anos, que
ocupam 17,2% dos percentuais, enquanto os jovens que têm
de 15 a 17 anos ocupam apenas 1,7%.
A pesquisa analisou dados sobre educação, juventude e
raça, de acordo com o Pnad, segundo o Ipea. Segundo os
dados, a redução do analfabetismo se concentrou nas
faixas etárias acima de 25 anos.
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