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Defesa vai recorrer da decisão da Justiça de levar casal Nardoni a júri popular


da Folha Online

A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá afirmou nesta segunda-feira que irá recorrer da decisão do 2º Tribunal do Júri de Santana, em São Paulo, de levar o casal a júri popular.

Os dois são acusados de matar a filha de Alexandre, Isabella, 5, no dia 29 de março deste ano. Eles estão detidos em presídios de Tremembé (147 km de SP) e ficarão presos até o julgamento, cuja data ainda não foi definida.

Mastrângelo Reino/07.mai.08/Folha Imagem

 

Anna Carolina e Alexandre são levados para cadeia após terem prisão decretada
Marco Polo Levorin, que defende o casal, afirmou que até as 14h de hoje não havia sido notificado da decisão, que só será feita após a publicação no "Diário Oficial" da Justiça. A consulta eletrônica feita pela reportagem da Folha Online constatou que a publicação ainda não havia sido feita, apesar do anúncio do Tribunal de Justiça, na sexta. Procurado, o TJ não soube informar se de fato a decisão já havia sido publicada no "Diário Oficial".

"Nós não fomos formalmente intimados e o ato pelo qual ele tomamos ciência é a intimação. Se eles forem pronunciados [levar o caso a júri popular] iremos recorrer", afirmou Levorin.

O prazo para interpor o recurso é de cinco dias úteis a contar da data da intimação. Levorin afirmou ainda que a defesa ainda aguarda recurso de um habeas corpus impetrado no STF (Supremo Tribunal Federal).

Denúncia

O promotor do caso, Francisco Cembranelli, disse que já esperava essa decisão da Justiça, pois a acusação contra o casal, segundo ele, foi bem fundamentada. "Não acredito que [a defesa] consiga reverter a decisão. A denúncia foi bem fundamentada, com bastante provas", disse Cembranelli.

Crime

Isabella foi morta no dia 29 de março ao ser agredida e depois lançada do 6º andar do edifício London. Ela estava no carro com o pai, a madrasta e os dois filhos do casal Nardoni.

O laudo aponta que a madrasta desferiu o primeiro golpe contra a cabeça de Isabella. O golpe foi dado de forma acidental, quando Jatobá, que estava no banco dianteiro do carona, se virou e atingiu Isabella.

O laudo elaborado pelos peritos do Núcleo de Crimes Contra a Pessoa do IC (Instituto de Criminalística) descarta a hipótese de uma terceira pessoa envolvida no crime e apontam que Jatobá auxiliou Nardoni a jogar Isabella do sexto andar do prédio.

 

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