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STF nega novo pedido de habeas corpus ao
casal Nardoni
da Folha Online
O STF (Supremo Tribunal Federal) negou mais um pedido de
liberdade ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina
Jatobá, acusados de matar a menina Isabella Nardoni, 5,
no dia 29 de março deste ano em São Paulo. A decisão foi
divulgada nesta segunda-feira.
Alexandre e Anna Carolina --pai e madrasta da menina--
estão presos no presídio de Tremembé (147 km de São
Paulo), onde deverão ficar até o julgamento, ainda sem
data definida.
Anna Carolina e Alexandre são levados para cadeia após
terem prisão decretada
O último pedido de habeas corpus foi negado pelo
ministro Joaquim Barbosa. Antes, o casal já teve dois
outros pedidos indeferidos, em agosto, pela ministra
Ellen Gracie, e em setembro, pelo ministro Joaquim
Barbosa.
Desta vez a defesa do casal pediu a revogação da prisão
preventiva e anulação do recebimento da denúncia, sob o
argumento de que não há prova da materialidade do crime,
já que as marcas de esganadura apontadas pela perícia
não existiam.
Os advogados também alegaram que não há necessidade de
prisão preventiva, porque o casal não oferece ameaça à
ordem pública caso fique em liberdade.
Outro argumento é de que o juiz que decidiu que eles
sejam julgados pelo Tribunal do Júri usou expressões em
sua sentença que comprometem o julgamento.
Decisão
O ministro Joaquim Barbosa negou o pedido da defesa sob
o argumento de que o casal recebeu a sentença de
pronúncia de que seria julgado pelo Tribunal do Júri
dias depois de apresentar o habeas corpus. Dessa forma,
de acordo com o magistrado, não há como saber se o que
motivou a sentença não foi outro motivo.
Barbosa argumentou ainda que o pedido da defesa exigiria
o reexame de fatos e provas, o que não seria possível
por meio de habeas corpus. E acrescentou que, se os dois
foram pronunciados, é porque a sentença reconheceu a
materialidade de fatos e indícios de autoria do crime.
Quanto às expressões utilizadas pelo juiz que decretou a
prisão preventiva do casal, o magistrado argumentou que
elas serviram apenas para embasar a necessidade de
mantê-los sob custódia.
Crime
Isabella foi morta no dia 29 de março ao ser agredida e
depois lançada do 6º andar do edifício London, na zona
norte de São Paulo.
O laudo aponta que a madrasta desferiu o primeiro golpe
contra a cabeça de Isabella, ainda no carro onde estava
com o pai e os dois irmãos menores. O golpe foi dado de
forma acidental, quando Jatobá, que estava no banco
dianteiro do carona, se virou e atingiu Isabella.
O laudo elaborado pelos peritos do Núcleo de Crimes
Contra a Pessoa do IC (Instituto de Criminalística)
descarta a hipótese de uma terceira pessoa envolvida no
crime e apontam que Jatobá auxiliou Nardoni a jogar
Isabella do sexto andar do prédio.
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