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Médicos desaconselham "festa da catapora"
Até o início da década de 90, "festas da
catapora" foram populares nos EUA.
O objetivo era colocar uma criança doente em contato com
outras, para que estas adquirissem a doença no decorrer
da infância, quando os riscos e a intensidade das
complicações são menores do que em adolescentes e
adultos.
As festas saíram de moda com a introdução da vacina da
varicela no calendário de vacinação norte-americano, em
1995.
No Brasil, ainda há quem acredite que se deve expor a
criança ao vírus para que ela adquira a doença o antes
possível e fique "livre" dela na vida adulta. Segundo
Eitan Berezin, presidente do Departamento de
Infectologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria),
a entidade não recomenda a prática. "Ao contrário,
indicamos evitar o contato."
Embora a vacina da varicela não faça parte do calendário
oficial de vacinações, a SBP a recomenda para crianças
maiores de um ano.
"E, se a criança não tiver recebido a vacina e entrar em
contato com outra criança doente, também recomendamos
que seja vacinada. Tomada em um período de até cinco
dias após o contato como o vírus, a vacina é efetiva
para evitar a doença ou fazer com que suas manifestações
sejam muito mais leves, diminuindo a chance de
complicações."
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