Estrelas anãs brancas são vistas pela 1ª vez
Uma equipe internacional de astrônomos identificou
estrelas anãs brancas com atmosferas de carbono, algo
que nunca havia sido visto neste tipo de objeto celeste,
o que pode dar lugar a uma nova categoria de astro.
Segundo um artigo publicado nesta quarta-feira na
revista científica britânica Nature, astrônomos
descobriram vários exemplares de estrelas anãs brancas,
os núcleos remanescentes depois do desaparecimento de
uma estrela comum, que mal apresentam rastros de
hidrogênio ou de hélio.

As estrelas que chegam ao fim de seus dias neste formato
são as que não conseguiram entrar na fase de combustão
seguinte, normalmente a do carbono. Desta forma, 99%
delas são constituídas basicamente por carbono e
oxigênio, elementos que são os resíduos da fase de fusão
do hélio.
As estrelas anãs brancas são rodeadas por uma camada de
hélio e, em 80% dos casos, também por uma de hidrogênio.
Até o momento, todas as estrelas já descobertas deste
tipo podiam ser classificadas em duas categorias: as que
têm atmosferas ricas em hidrogênio ou em hélio, o que
significa que as identificadas agora não se encaixam em
nenhum dos dois grupos.
Dirigido por Patrick Dufour, do departamento de
Astronomia da Universidade do Arizona, nos EUA, o
relatório destaca que a descoberta não só enriquece o
conhecimento sobre a formação de estrelas anãs brancas,
como também causa implicações sobre as atuais teorias de
evolução estelar.