Denúncia cita nome de novo ministro no mensalão
Substituto de Walfrido Mares Guia no Ministério das
Relações Institucionais, José Múcio (PTB) teve seu nome
citado na denúncia sobre o mensalão entregue pelo
procurador-geral da República, Antonio Fernando de
Souza. Segundo a Folha de S.Paulo, o documento do
Ministério Público (MP) entregue ao Supremo Tribunal
Federal (STF) aponta Múcio como um dos articuladores de
um acordo fechado entre líderes do PT e do PTB. O acordo
previa o pagamento de R$ 20 milhões pelos petistas aos
petebistas.
Múcio foi citado no depoimento do ex-tesoureiro informal
de seu partido, Emerson Palmieri. Palmieri deu essa
informação à Polícia Federal e à CPI do Mensalão. O
ex-tesoureiro disse que Múcio participou de reuniões com
o ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, responsável
pela denúncia do caso, e Delúbio Soares, ex-tesoureiro
do PT. O dinheiro se destinaria a pagar gastos do PTB em
2004.
A Folha reproduz parte do documento do MP sobre o
resultado das reuniões: "Como resultado do acordo
estabelecido com o núcleo central da quadrilha entre os
meses abril e maio de 2004, (...) Jefferson e Emerson
Palmieri, no mês de junho de 2004, receberam na sede
nacional do PTB, diretamente de Marcos Valério, a
importância de R$ 4 milhões (...)". E segue explicando
que em uma nota de rodapé, o procurador informou que
Palmieri listou os participantes da reunião de entrega
do dinheiro. Entre eles, Múcio, então líder do PT na
Câmara dos Deputados. Também estavam no local:
Jefferson, o presidente do PT na época, José Genoino e
Delúbio.
Depoimentos dados à CPI e à polícia em 2005, quando o
caso veio a publico, apontam Múcio como uma das pessoas
que sabia da existência do mensalão já em 2003.