Equador diz não à proposta de Exército de Chávez
O Equador se excluirá de qualquer iniciativa que não
siga o caminho da paz e do respeito à autodeterminação
dos povos, informou nesta terça-feira o ministro da
Defesa, Wellington Sandoval, em relação à proposta
venezuelana de articular as forças armadas da Alba.
"Nós temos que manter nossa tese de que sermpre foi uma
tese de paz e respeito à autodeterminação dos povos e,
nessa linha, nos manteremos", afirmou o ministro.
No domingo, os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e
da Nicarágua, Daniel Ortega, propuseram a criação de uma
estratégia de defesa que coordene as forças armadas da
Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba),
integrada também por Cuba, Bolívia e Dominica.
A medida foi proposta durante uma revisão da
deterioração das relações de ambos países com a Colômbia
e os Estados Unidos, feita durante o programa semanal
"Alô, presidente", de Chávez.
Segundo o presidente venezuelano, a "estratégia de
Defesa conjunta articularia as forças armadas, aéreas,
terrestres, marinhas, a guarda nacional e as forças de
cooperação e corpos de inteligência".
"O inimigo é o mesmo, e se se meterem com um de nós,
terão que se meter com todos nós. Vamos responder como
um só", advertiu Chávez "Tocar na Bolívia é tocar em
todos nós, tocar em Cuba é tocar na Venezuela, tocar na
Nicarágua, é tocar em nós", acrescentou, encomendando
aos ministros da Defesa e das Relações Exteriores que
elaborem o projeto de um Conselho de Defesa da Alba.