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Conselheiro de Uribe quer recompensar rebelde que matou Ríos

O guerrilheiro colombiano Pedro Pablo Montoya Cortés, assassino confesso do dirigente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ivan Ríos, deve receber a recompensa de US$ 2,63 milhões que o governo oferece por cada membro do comando central da guerrilha, disse hoje um alto conselheiro do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

O conselheiro governamental para a Reintegração (de rebeldes que deixam as armas), Frank Pearl, admitiu à imprensa em Bogotá que "nenhum homicídio (...), nenhum assassinato é justificável", mas observou que Rojas, apelido de Montoya Cortés, cometeu o crime "antes de se desmobilizar".

"Ele apresenta atenuantes, e a Promotoria, independentemente, decide", acrescentou o funcionário, para assinalar: "Esperamos que a recompensa seja paga, que a recompensa seja efetivada".

Pagar recompensas "é um mecanismo para desarticular as Farc", acrescentou Pearl. Rojas desertou na última quinta-feira junto a outros dois rebeldes, entre eles sua namorada, e está recluso em um quartel militar de Pereira (oeste).

Montoya e seus acompanhantes se entregaram ao Exército no oeste do país, zona de influência de Ivan Ríos, apelido de José Juvenal Velandia ou Manuel Jesús Muñoz Ortiz, membro do Secretariado (comando central) das Farc.

O rebelde, encarregado da segurança de Ríos, levou consigo a mão direita do guerrilheiro, seu computador pessoal, sua carteira de identidade e seu passaporte.

A decisão de pagar a Rojas a recompensa foi confirmada no sábado pelo comandante do Exército, o general Mario Montoya, mas o ministro do Interior e de Justiça, Carlos Holguín, advertiu de que o assunto está sendo estudado.

"É um tema jurídico e politicamente importante, sobre o qual não se pode improvisar", disse Holguín em rápida declaração à imprensa. O procurador-geral, Edgardo Maya, disse que seu organismo estudará os termos das recompensas que o governo paga de forma pública e as condições sob as quais estas serão concedidas a Rojas.

É preciso estabelecer se estes meios publicitários falam da entrega de um chefe guerrilheiro vivo ou morto, ou se é por informação que permita detê-lo, acrescentou Maya, que indicou que é preciso analisar a forma "como a incitação é dirigida (a informantes ou a desertores)".

No entanto, Pearl advertiu de que o caso do assassino do chefe das Farc tem duas frentes, uma penal, que será acompanhada pela Procuradoria Geral, e outra administrativa, a da recompensa, que compete ao Executivo.

"Ou seja, por um lado vão lhe pagar (a recompensa) e, por outro, vão lhe cobrar (processar pelo crime)", advertiu o procurador-geral da Colômbia.

EFE
 

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