Câmera dentro de cérebro mostra memória de rato
Pesquisadores japoneses implantaram uma pequena câmera
dentro do cérebro de um camundongo para ver como a
memória se forma, em uma experiência que, segundo
esperam, levará um dia a descobrir tratamentos para
doenças como o mal de Parkinson em seres humanos.
O estudo, publicado no Journal of Neuroscience Methods e
na Sensors and Actuators, usou uma câmera de 3 mm de
comprimento, 2,3 mm de largura e 2,4 mm de altura,
afirmou Jun Ohta, professor do Instituto Nara de Ciência
e Tecnologia, cuja sede fica no oeste do Japão.
Ao lado de pesquisadores da Universidade Kinki, Ohta
implantou a câmera montada com um semicondutor especial
dentro do hipocampo do cérebro do camundongo. O aparelho
mostra em uma tela uma luz azul todas as vezes que se
capta a formação de uma memória no cérebro.
Os pesquisadores injetaram uma substância no animal que
brilha todas as vezes que o cérebro entra em atividade.
A câmera então capta essa luz e essa imagem forma-se em
uma tela. A equipe pretende agora usar o dispositivo
para ver a atividade cerebral quando o camundongo anda.
"Estamos avaliando como aplicar isso nos seres humanos,
apesar de termos de ser cuidadosos, já que o processo
envolve a implantação de um objeto no cérebro", afirmou
Ohta. "Isso deve demorar, na melhor das hipóteses, dez
anos para acontecer."
Os pesquisadores, que pretendem usar uma câmera para
acompanhar a atividade cerebral responsável por provocar
sintomas como tremores, esperam que o estudo resulte em
novas formas de tratamento para o mal de Parkinson.