Moscou: forte calor gera epidemia de gripe em cães
As altas temperaturas registradas durante o inverno
passado e nesta primavera (hemisfério norte) geraram uma
epidemia de gripe entre os cães de Moscou, informou hoje
uma clínica veterinária da capital russa.
"O número de donos de animais que foram ao veterinário
aumentou 25% desde o início da primavera. Os invernos
temperados como este favorecem a propagação dos vírus",
disse um porta-voz da clínica à agência Interfax. Os
sintomas dos cães doentes são similares aos dos humanos.
"Tosse, freqüentemente com vômitos, muco, aumento da
secreção ocular e aumento da temperatura até 41°C".
Muitos dos doentes são filhotes que não completaram seis
meses, já que os cachorros tradicionalmente só são
vacinados após sair os primeiros dentes.
"Diante dos primeiros sintomas de doença, é preciso ir
em seguida ao veterinário. A gripe canina não é fatal,
se o animal for tratado como é devido. Mas, se não
recebe cuidados, o mais provável é que acabem pegando
uma pneumonia", segundo o porta-voz.
Biocombustíveis estão perdendo o rótulo ambiental,
diz "El País"
Está cada vez mais difícil garantir o rótulo de fonte de
energia ambientalmente "verde" aos biocombustíveis, por
conta dos crescentes questionamentos sobre os possíveis
efeitos danosos de sua produção, segundo afirma artigo
publicado nesta segunda-feira pelo diário espanhol "El
País".
"A culpa é do crescente número de especialistas,
investigadores e ecologistas que questionam a sua
capacidade para reduzir as emissões de CO2 e falam dos
efeitos do desmatamento e do aumento das desigualdades
que podem causar", observa o jornal.
A reportagem comenta que, pela segunda vez no ano, a
Comissão Européia teve que sair à defesa de sua norma
que prevê um gradual aumento no uso de biocombustíveis
para o transporte --chegando a 5% em 2010 e 10% em
2020--, diante de críticas do Reino Unido.
"Na última vez, Robert Watson, assessor de meio ambiente
do primeiro-ministro Gordon Brown, recomendou ao governo
britânico que estabelecesse uma moratória na aplicação
das cotas estabelecidas pela União Européia e questionou
seriamente a contribuição dos biocombustíveis para a
redução das emissões de CO2", diz o texto.
"Graves impactos"
Segundo o jornal, "outros especialistas em questões
ambientais, numerosos centros de investigação e
universidades e a maior parte dos grupos ecologistas e
de defesa dos direitos humanos emitem diariamente
declarações e documentos nos quais afirmam que os
biocombustíveis não contribuem para lutar contra a
mudança climática, que provocam graves impactos
ambientais em regiões de alto valor ecológico (Indonésia
e América do Sul, principalmente), que alteram o preço
dos alimentos e que estabelecem um modelo agrícola de
exploração do trabalho e alta dependência de grandes
multinacionais".
A reportagem relata que um fórum de discussões da OCDE
(Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento da
Europa) reconheceu que "o rápido crescimento no uso dos
biocombustíveis de primeira geração repercutiu no preço
dos alimentos e é um tema de preocupação em vários
países", mas também "falava de seus benefícios".
Segundo o jornal, "trata-se de uma constante troca de
acusações e apoios que mantêm o setor em pé-de-guerra,
especialmente na Europa".
O "El País" conclui dizendo que, apesar de tudo, as
pesquisas para melhorar os biocombustíveis "seguem
adiante e avançam".