Caso Isabella: sob vaias e estouro, casal chega à
delegacia
Ligia Hipólito
A chegada do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina
Jatobá ao 9º Distrito Policial de São Paulo, onde ambos
prestam depoimento hoje, foi marcada por gritos de
"assassinos" e por um forte estouro, causado por uma
"bombinha", tipo de fogo de artifício feito de papel e
pólvora. Segundo a Polícia Militar, o objeto foi
arremessado em direção ao estacionamento por uma pessoa
não identificada que estava entre os curiosos que
acompanham o caso em frente à delegacia. Ninguém ficou
ferido.

Cerca de 100 pessoas que estavam nas imediações do
prédio vaiaram a chegada do casal e fizeram muito
barulho. Policiais do Grupo de Operações Especiais da
Polícia Militar fizeram a escolta de Alexandre e Anna
Carolina à delegacia, por volta das 11h. O público está
separado por uma grade, a cerca de 30 metros da entrada
da delegacia.
Os depoimentos de Ana Carolina e Alexandre Nardoni
acontecerão em salas separadas e podem durar cerca de 6
horas. Os dois têm o direito de permanecer em silêncio e
não responder nenhuma das perguntas feitas pela polícia.
Com os laudos do Instituto de Criminalística e do
Instituto Médico Legal em mãos, a polícia pretende
questionar os dois averiguados sobre as circunstâncias
da morte da menina.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida, no
sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram
o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina
Trotta Peixoto Jatobá, na zona norte de São Paulo.
Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e
levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu
aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O casal ficou
preso por 9 dias suspeito de envolvimento no crime.