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Robô remove tumor cerebral em cirurgia inédita


Um robô foi utilizado numa cirurgia de remoção de tumor cerebral, pela primeira vez no mundo, no Canadá. A operação foi realizada em uma mulher de 21 anos, Paige Nickason, com o NeuroArm, um aparelho de dois braços comandado por computador, segundo o jornal Daily Mail.

Na semana passada, dois dias após a delicada cirurgia, Paige recebeu alta do hospital. Ela tinha neurofibromatose, uma desordem que causa a formação de tumores benignos em nervos.

Um tumor já havia sido removido de seu cérebro por cirurgia convencional, mas um segundo tumor passou a afetar seu olfato, e ela decidiu apostar no procedimento com o robô cirúrgico. "Eu tinha que remover o tumor de qualquer maneira, então fiquei feliz de participar de uma cirurgia histórica", afirmou.

O NeuroArm tem mais precisão que as mãos humanas e trabalha em conjunto a um aparelho de ressonância magnética. "É um marco na performance e ensino da neurocirurgia", disse o Dr Garnette Sutherland, que liderou a equipe de Calgary no desenvolvimento do robô.

Sobre a doença

A neurofibromatose é uma doença que ocorre na proporção de 1 para cada 2,5 mil nascimentos. Sua manifestação e severidade variam em cada paciente e metade de todos os casos são de novas mutações, isto é, sem antecedentes familiares.

A doença tem dois tipos, NF1 e NF2. Os neurofibromas ocorrem na região de cabeça e pescoço como lesões, isoladas ou múltiplas, desenvolvem-se muitas vezes sem sintomas, e podem causar alterações estéticas ou até pressionar nervos. Esses nódulos cutâneos são moles quando apalpados, e têm coloração entre rósea e roxa.

A desordem pode aparecer ao nascimento, mas freqüentemente manifesta-se tardiamente, especificamente durante a puberdade, na gravidez ou na menopausa e tem progressão crônica ao longo dos anos.



 

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