Nanopartículas têm comportamento 'diferente'
No dia-a-dia, quanto mais forte você arremessa alguma
coisa contra o solo, como uma bola de basquete, mais
alto ela vai quicar. No mundo das coisas muito, muito
pequenas, elas quicam de forma diferente.
Traian Dumitrica, professor de engenharia mecânica da
Universidade de Minnessota, e Mayur Suri, estudante de
pós-graduação, fizeram simulações no computador para
calcular precisamente o comportamento de salto de uma
esfera de alguns bilhonésimos de metros de diâmetro,
formada por cerca de 30 mil átomos de silicone.
Para velocidades de até 4.340 km/h, aproximadamente, a
nanosfera de silicone exibiu um comportamento parecido
ao de uma bola de basquete - quanto mais rápido atingia
a superfície, maior a velocidade de salto.
A partir de então, com pequenos aumentos na velocidade
de lançamento, a velocidade de salto na simulação
diminuiu e, a 5.309 km/h, a nanobola não saltou, mas sim
grudou na superfície.
A razão para isso é que a pressão do impacto rearranjou
as ligações químicas de alguns dos átomos de silicone
que, então, passaram por uma segunda transição durante o
salto.
As ligações químicas adicionais e a geração de calor
dissiparam a energia cinética, retardando o salto. A
velocidades suficientemente altas, a energia cinética
dissipada foi tamanha que as forças adesivas da
superfície capturaram a nanobola.
A descoberta apareceu na edição de agosto do Phisical
Review B. Outros cientistas já usaram esse fenômeno para
evitar respingos no revestimento de nanopartículas.
Tradução: Amy Traduções
The New York Times