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Brasil: mais de 40% das gestantes apresentam DSTs
 

Em cada grupo de cem gestantes do Brasil, 42 têm alguma doença sexualmente transmissível (DST), segundo pesquisa do Programa Nacional de DST/aids do Ministério da Saúde, realizada em seis capitais, inclusive no Rio.

O trabalho indica ainda que o HPV, que pode causar câncer, foi encontrado em 40% das grávidas. O mesmo estudo, que analisou também grupo formado por trabalhadores de indústrias e pessoas que buscaram tratamento em serviços especializados em DSTs, apontou que 70% dos adolescentes atendidos tinham HPV.


"O índice de grávidas com DST é muito elevado. Mostra a importância de se ter uma investigação em relação às DSTs no pré-natal", explica o coordenador da Unidade de DST e aids do Programa Nacional de aids do ministério, Valdir Pinto.

Entre as grávidas, 11% tinham alguma infecção bacteriana, como clamídia, gonorréia e sífilis. E 10%, infecção simultânea de duas doenças. "O dado é preocupante, porque essas doenças podem causar problemas sérios ao feto, como aborto, prematuridade, cegueira, más-formações e pneumonia pré-natal", diz o coordenador.

Além disso, 16% das grávidas tiveram mais de um parceiro sexual no último ano. O trabalho, que avaliou mais de 9 mil pessoas, indicou ainda que 2,8% das gestantes nunca usam preservativos com parceiros eventuais. E 4,8% usam, às vezes, quando fazem Patologia com um parceiro que não é fixo. "A pesquisa facilita a identificação de fatores de risco que aumenta a vulnerabilidade para adquirir DST", afirma a coordenadora do programa, Mariângela Simão.

O levantamento apontou que 27,8 % dos homens tiveram entre duas e quatro parceiras no último ano e 7,2%, entre cinco e dez.

HPV é mais freqüente
Entre as pessoas que buscaram atendimento nos serviços especializados em DSTs, 51% tinham alguma infecção. O HPV foi verificado com mais freqüência em 32,6% dos atendidos. "Não é preciso ocorrer penetração para se transmitir o HPV. O contágio pode ocorrer só pela fricção do pênis com a vagina", alerta Valdir.

Segundo o médico, altas prevalências de HPV reforçam a importância da realização anual do exame Papanicolau. "O risco de a mulher que faz o exame anual desenvolver câncer de colo de útero devido ao HPV é mínimo. As lesões levam entre 8 e 10 anos para se transformar em câncer. Por isso, é importante descobrir e tratá-las".



 

 

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