Governo nega extinção de 80% das espécies de peixe
O ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e
Pesca, Altemir Gregolin, rebateu nesta sexta-feira as
críticas de um, divulgado em São Paulo na última
terça-feira (19), que aponta que 80% das espécies de
peixe exploradas economicamente no Brasil estão
ameaçadas de extinção.
"O Greenpeace fala das espécies sobre-explotadas. Ou
seja, aquelas cuja exploração já está esgotada, como é o
caso da lagosta. Não 80% de todas as espécies", explicou
o ministro. "Para garantir a sustentabilidade, nós
pretendemos focar a pesca nas espécies que ainda temos
muita capacidade de exploração como é o caso da Anchuita",
completou.
Segundo Gregolin, a secretaria também fez trabalhos de
recuperação das espécies ameaçadas como o camarão
sete-barbas e a lagosta, ampliando o período de defeso
em que a pesca fica proibida e intensificou a
fiscalização.
Para aumentar exploração e o cultivo para
comercialização, a secretaria quer estimular que se coma
mais pescados no Brasil. Para isso, vai promover, a
partir do dia 25, a Semana do Peixe.
No Brasil, a média de consumo por pessoa, a cada ano, é
de apenas 7 quilos, enquanto no resto do mundo essa
média é de 16 quilos. A Organização Mundial de Saúde
recomenda que as pessoas consumam, pelo menos, 12 quilos
de peixe por ano.
As metas da secretaria incluem o aumento da produção de
peixes das atuais 1,05 milhão de toneladas para 1,4
milhão de toneladas, até 2011 e ainda o aumento do
número de pescadores cadastrados que atualmente é de 613
mil para 5 milhões, no mesmo período.