Escolas e comércio fecham no Rio por ordem do tráfico,
diz polícia
Cerca de 2.800 crianças ficaram sem aula nesta
segunda-feira na zona norte do Rio devido a conflitos
entre policiais e traficantes no domingo (5), que
terminaram na morte de três pessoas. Seis escolas e duas
creches, além de estabelecimentos comerciais, ficaram
fechadas após ordem de traficantes locais, segundo a
Polícia Militar.
Um dos mortos no conflito de domingo, Gilberto Martins
da Silva, o Mineiro, era o suposto chefe do tráfico da
Cidade Alta, em Cordovil (zona norte), de acordo com o
16º Batalhão de Polícia Militar (Olaria). O batalhão
afirma que os outros dois mortos também eram
traficantes.
Durante todo o dia nesta segunda-feira, o comércio da
Cidade Alta e de parte de Cordovil ficou fechado por
ameaça dos traficantes de drogas da área, que decretaram
luto pela morte de Mineiro, conforme o batalhão de
Olaria. No início da manhã, as escolas e creches
municipais do bairro cancelaram as aulas.
No total, 2.800 crianças de seis escolas e duas creches
ficaram sem aulas, de acordo com a Secretaria Municipal
de Educação do Rio. A secretaria afirmou que as
instituições foram fechadas por medida de segurança, mas
disse não saber se houve ordem direta de traficantes.
Apesar das supostas ameaças do tráfico, não houve
registro de tumulto e tiroteio nesta segunda-feira, de
acordo com a Polícia Militar. Os três supostos
traficantes mortos no domingo foram baleados por
policiais do 16º BPM na tarde de domingo (5). O batalhão
alegou que os homens atiraram contra os policiais
durante uma incursão de rotina por ruas da Cidade Alta.
Há duas semanas, o estudante Thiago Gomes Alle, 17,
morreu após ser baleado na cabeça dentro de seu quarto,
em um prédio da Cidade Alta, durante operação do 16º BPM
no local. A Polícia Civil investiga se o tiro que
atingiu o jovem partiu dos policiais que participavam da
operação. Ainda não há conclusão sobre o caso.