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Fome e urina em excesso podem ser sintomas de diabetes

 

THARSILA PRATES
do Agora


O diabetes tipo 1 é uma doença grave e não tem cura, mas pode muito bem ser controlado, desde que a vítima siga o tratamento de forma disciplinada e tenha apoio da família. Esse tipo de diabetes acomete principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens, geralmente com menos de 20 anos de idade.

Devido à doença, o paciente passa a enfrentar uma deficiência na produção de insulina --hormônio responsável pela regulação do nível de açúcar no sangue, entre outras funções. A produção insuficiente de insulina pelo pâncreas é causada pela destruição das células chamadas beta. Elas são atacadas por anticorpos produzidos pelo próprio organismo. Os médicos ainda não sabem explicar por que isso acontece.

Sem insulina, o nível de açúcar no organismo costuma aumentar. Quando sua concentração supera 126 miligramas por decilitro de sangue, a pessoa deve ficar alerta e repetir o exame dias depois. Tanto para crianças como para adultos, o nível ideal de açúcar é inferior a 100 miligramas por decilitro de sangue.

Os sintomas do diabetes tipo 1 são semelhantes aos do diabetes tipo 2 --que corresponde a 90% dos casos e geralmente acomete indivíduos obesos ou que têm outros casos da doença na família.

Os sintomas mais comuns são boca seca, intensa sensação de sede, urina em excesso (nos casos mais graves, a vítima de diabetes urina até sete litros ao dia, quando o normal é de 1,5 litro), sensação de muita fome a toda hora --e, apesar disso, o doente emagrece bastante.

Além disso, de acordo com o endocrinologista Cristiano Roberto Grimaldi Barcellos, do Hospital Edmundo Vasconcelos, na capital, a visão pode ficar embaçada. "Também é comum a vítima ter candidíase [doença provocada por um fungo]. Se for mulher, a doença atinge a vagina e, se for homem, o pênis", diz.

O tratamento para o diabetes tipo 1 requer injeções de insulina --às vezes, até mais de uma vez por dia--, em geral após as refeições.

Devido à mudança na rotina, o paciente jovem costuma demorar para aceitar a doença. "O impacto é grande, mas, se a família souber apoiar o paciente, ele consegue controlar a doença sem dificuldades", afirma o médico Cristiano Barcellos. O diabetes tipo 1, assim como o diabetes tipo 2, exige ainda uma readequação alimentar e a prática regular de exercícios físicos.



 

 

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