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Greve dos bancários tem adesão de 10% da categoria em SP, diz sindicato


O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região divulgou no início da tarde desta quarta-feira que 10% dos bancários --de um total de 120 mil-- da categoria estão com os braços cruzados no primeiro dia de greve por tempo indeterminado.

"Os bancários estão promovendo uma paralisação forte, parando espontaneamente e ampliando a greve para outros locais. Enquanto não houver proposta digna aos trabalhadores, a greve continua", disse o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

A categoria em todo país --formada por 434 mil bancários-- reivindica aumento real de 5%, além da reposição de inflação acumulada de 7,15% entre setembro de 2007 e agosto deste ano, valorização dos pisos salariais, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior e simplificado, fim das metas abusivas e do assédio moral.

A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), braço sindical da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), propôs em 24 de setembro, um dia após a paralisação de 24h da categoria, reajuste salarial de 7,5%. Os bancos ofereceram também participação nos resultados incidindo sobre os lucros do exercício de 2008 e uma parcela adicional incidente sobre o crescimento do lucro de 2007 para 2008.

Em São Paulo, segundo o sindicato, o balanço parcial informa que 261 locais de trabalho, entre agências e prédios administrativos, fecharam na região. Está prevista para às 17h de hoje uma assembléia na rua Tabatingüera, na Sé, para avaliar a paralisação.

Cerca de 140 sindicatos de todo o país aprovaram na noite de ontem a paralisação por tempo indeterminado. Segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), apenas as representações de Porto Alegre --do Banco do Brasil e Banrisul--, e de Blumenau e Concórdia, em Santa Catarina.

A entidade sindical nacional marcou para esta tarde uma reunião para fazer uma análise da paralisação em todo o país. Além disso, a Contraf informou que assembléias serão realizadas a cada final de dia enquanto durar a greve.

Em nota, a Fenaban informou que "confia que chegará brevemente a um acordo com os sindicatos de bancários sobre a convenção coletiva de trabalho da categoria". A entidade patronal explicou que os clientes que tiverem dificuldades em pagar contas podem utilizar os serviços eletrônicos e telefônicos dos bancos.

A Fenaban diz que os canais de atendimento remoto, composto por 45,2 mil postos de atendimento e pela rede de 84,3 mil correspondentes não bancários, como casas lotéricas, agências dos correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados também podem receber os pagamentos.


Comentários: Esta greve cheira a conchave de sindicato bilionários com banqueiros, apenas para dar um tempo a bolsa de valores.

 

 

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