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Exibidos fósseis de tartarugas com 72 mi de anos
Os fósseis de sete exemplares de uma espécie de
tartaruga primitiva que viveu há 72 milhões de
anos no norte do estado mexicano de Coahuila -
que esteve coberto por mar no período Cretáceo
Inferior - foram exibidos nesta sexta-feira no
Museu do Deserto de Saltillo. O Instituto
Nacional de Antropologia e História (Inah)
explicou em comunicado que os restos foram
encontrados há quatro anos em diferentes
localidades do município de General Cepeda, a 50
km de Saltillo, na formação geológica conhecida
como "Cerro do Povo".
Donald Brinkman, especialista em tartarugas,
ceritificou que o exemplar, classificado como
Euclastes Coahuilenses, é agora a "tartaruga
marinha mais antiga do gênero e pertence à
família dos quelônios". A espécie é ancestral da
tartaruga verde e pode atingir 1m de comprimento
e 70cm de largura.
Ela se distingue de outras espécies por causa do
seu crânio arredondado e outros elementos
particulares, como a mandíbula superior plana,
larga e bastante desenvolvida. Por meio dela,
foi possível saber que o animal se alimentava de
moluscos, de acordo com o o Inah.
Os crânios fossilizados foram analisados e
estudados minuciosamente, incluindo um exemplar
enviado à Universidade de Austin, no Texas
(Estados Unidos). Com uma tomografia, os
cientistas puderam investigar o interior das
ossadas através de ressonâncias magnéticas.
Héctor Jaime Treviño, diretor do Centro Inah
Coahuila e Nuevo León, assegurou que "Coahuila é
o paraíso da paleontologia no México". A
tartaruga primitiva permanecerá em exibição no
Museu do Deserto de Saltillo. Réplicas serão
distribuídas no mundo para a realização de
estudos, completou o Inah.
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