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Fóssil de 47 milhões de anos seria elo perdido
dos primatas
Cientistas apresentaram em Nova York nesta
terça-feira o fóssil de uma criatura de 47
milhões de anos que pode ser um elo perdido na
evolução dos primatas superiores - macacos,
gorilas e os seres humanos. O fóssil, batizado
de Ida, está em estado tão bom de conservação
que é possível ver sua pele e traços de sua
última refeição.

Os restos do animal, que se assemelha a um
lêmure (tipo de animal parecido com um macaco
que vive na ilha africana de Madagascar) foram
apresentados no Museu Americano de História
Natural pelo prefeito de Nova York, Michael
Bloomberg.
Eles foram descobertos na década de 1980 na
Alemanha e pertenciam a uma coleção particular.
Importância e críticas
A pesquisa sobre sua importância foi liderada
pelo cientista Jorn Hurum, do Museu de História
Natural de Oslo, Noruega. Hurum diz que ida
representa "a coisa mais próxima que temos de um
ancestral" e descreveu a descoberta como "um
sonho que se tornou realidade".
Mas parte da comunidade científica se mostra
cética em relação à descoberta. Um dos
principais editores da revista Nature, Henry
Gee, disse que o termo "elo perdido" pode
induzir ao erro e que o fóssil não deve figurar
entre as grandes descobertas recentes, como os
dinossauros com penas. Os cientistas que já
examinaram o fóssil concluíram que este se trata
de uma espécie nova, batizada Darwinius
masillae.
Um dos pesquisadores que analisou Ida, Jenz
Franzen, o fóssil tem traços que guardam "grande
semelhança conosco", como unhas em vez de garras
e o polegar em uma posição que permite agarrar
coisas com a mão, como o homem e outros
primatas. Ainda assim, segundo ele, o fóssil não
parece ser um ancestral direto do homem, mas sim
estaria "mais para uma tia do que uma avó".
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