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Pássaro "pré-histórico" usava bico como um machado
Um recente estudo indica que uma enorme espécie de
pássaro que viveu na América do Sul, no que hoje é o
noroeste da Argentina, há 60 milhões de anos matava suas
presas ao usar seu enorme bico como um machado. "Esses
caras não eram lutadores; eles não podiam lutar com sua
presa. (...) Eles tinham que ficar longe e andar em
volta dando golpes como se fossem machadadas", diz
Lawrence Witmer, pesquisador da Universidade de Ohio. As
informações são do site do jornal Daily Mail.

O cientista afirma que as aves atuais têm crânios com
ossos finos e com grande mobilidade entre eles, o que
garante que eles sejam leves. O Andalgalornis, ao
contrário, tinha juntas mais rígidas, o que lhe conferia
um crânio mais forte que poderia até quebrar os ossos
das presas.
Estudos do fóssil, porém, indicaram que seu ponto fraco
eram as laterais do crânio que eram frágeis e não
resistiam às pressões. Além disso. as pesquisas
indicaram que o animal não tinha uma mordida forte, mas
ele compensaria essas limitações ao utilizar o bico como
um machado.
O crânio passou por scanner de computador e depois por
um simulador. O estudo reproduziu três movimentos:
morder puxando para trás (como se estivesse cortando a
vítima com a ponta do bico), atacando com um movimento
de cima para baixo (como se fosse um machado) e o de
agitar o crânio de um lado para o outro (para
"destroçar" pequenas vítimas ou para lutar com presas
grandes). O simulador indicou que o terceiro movimento
gerava muita tensão no crânio do animal, o que seria
perigoso para ele, ao contrário dos outros dois (Veja
mais detalhes na aba "Fotos" acima).
Comparado com outras aves - uma águia e uma seriema, no
caso - a simulação indicou que o pássaro ancestral tinha
um crânio mais adaptado aos dois primeiros movimentos.
Segundo o pesquisador, o crânio do animal tinha uma
estrutura rígida e um bico oco e ele empregaria uma
estratégia de "atacar e recuar". "(O pássaro) tentava
matar o animal e então engoli-lo inteiro, se possível,
ou utilizar o bico e o forte pescoço para cortar pedaços
de carne", diz o pesquisador à reportagem.
A ave fazia parte da família Phorusrhacidae, a qual os
cientistas acreditam ter desaparecido há cerca de 2,5
milhões de anos. Ele tinha 1,4 m de altura e cerca de 40
kg.
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