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pré-historia
Paleontólogos descobrem mais antigo ancestral dos dino
Paleontólogos americanos descobriu um ancestral dos
dinossauros que habitou a Terra 10 milhões de anos antes
que o mais antigo dos répteis gigantes. O Asilisaurus
kongwe, uma criatura quadrúpede do tamanho de um
cachorro, que é tão próxima do dinossauro quanto os
chimpanzés são do homem, foi descoberto na Tanzânia,
leste da África.

O resultado dos estudos a respeito desses antepassados
dos dinossauros que datam de 245 milhões de anos atrás
foi publicado na última edição da revista científica
Nature.
"Essa nova evidência sugere que (os dinossauros) foram
realmente apenas um dos diversos grandes e distintos
grupos de animais que explodiram em diversidade durante
o período Triássico", disse Sterling Nesbitt,
pesquisador da Universidade do Texas e líder do estudo.
Randall Irmis, membro do Museu de História Natural de
Utah, nos Estados Unidos, que também participou da
pesquisa, disse em entrevista à repórter Victoria Gill
da BBC News que essa criatura era "o parente mais
próximo dos dinossauros".
"Eles estão para os dinossauros como os chimpanzés estão
para os humanos - como primos", disse Irmis. O
pesquisador revelou também que o animal não era o que os
paleontólogos esperavam. "Era uma pequena e estranha
criatura. Nós sempre pensamos que os mais antigos
parentes (dos dinossauros) fossem animais pequenos,
bípedes e carnívoros. Esses animais andavam sobre quatro
patas e tinham bicos e dentes de herbívoros", explicou à
BBC.
Experimento mal-sucedido
Os paleontólogos encontraram fósseis de pelo menos 14
ossadas no sul da Tanzânia, o que possibilitou a
reconstituição quase completa de um esqueleto do
Asilisaurus kongwe. Esses animais tinham entre 45 e 90
centímetros de altura, de 0,9 a 3 metros de comprimento
e pesavam de 10 a 30 quilos.
Os estudos sobre o espécime indicam que esses primos dos
dinossauros entraram em extinção 45 milhões de anos
depois do seu surgimento. Os dinossauros, porém, foram
mais bem sucedidos, pois habitaram o planeta Terra por
165 milhões de anos.
O paleontologista do Museu de História Natural de
Londres Paul Barrett explicou que essa criatura "foi
como um experimento mal-sucedido de como criar um
dinossauro".
Segundo ele, a descoberta proporciona aos cientistas uma
importante informação sobre a evolução dos dinossauros.
"Essas criaturas compartilharam muitas características
com os dinossauros, disse. "Eles nos mostram um estágio
intermediário entre os répteis mais primitivos e os
dinossauros mais específicos.
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