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Brasil fica em 61º em ranking de logística do Banco Mundial
da Folha Online
O Brasil ficou em 61º lugar entre 150 países em um ranking de logística do Banco
Mundial apresentado nesta segunda-feira.
Para fazer o estudo --chamado de "Conectar-se para competir"-- o Banco Mundial
ouviu comentários de mais de 800 profissionais do setor.
O primeiro colocado no ranking do LPI (Logistics Performance Index) foi
Cingapura --cidade-Estado asiática que possui um dos maiores portos do mundo. Em
seguida ficaram Holanda, Alemanha, Suécia, Áustria, Japão, Suíça, Hong Kong,
Reino Unido e Canadá.
Na outra ponta da tabela, o Afeganistão foi considerado o pior país em termos
logísticos, seguido por Timor Leste, Ruanda, Mianmar e Tadjiquistão.
Em linhas gerais, a análise concluiu que os países com uma boa logística
costumam registrar favoráveis taxas de crescimento e ter exportações
diversificadas.
Segundo o relatório, as nações com melhor logística obtêm maiores benefícios com
a globalização, ao atrair mais investimento estrangeiro direto para o setor
exportador.
Segundo o estudo, a capacidade de se conectar a mercado internacional para
trocas comerciais é um ponto-chave para que os países em desenvolvimento ampliem
suas competitividades e obtenham os benefícios da globalização.
O estudo "indica que a facilidade de conectar empresas, fornecedores e
consumidores é crucial em um mundo onde agilidade e confiança são cada vez mais
importantes do que os custos."
"Ser capaz de se ligar rapidamente aos mercados globais está se tornando um
aspecto chave para a capacidade de um país competir, crescer, atrair
investimentos, gerar empregos e reduzir a pobreza", disse Danny Leipziger,
vice-presidente de Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco
Mundial. "Mas para quem não se conecta, os custos da exclusão são grandes e
estão crescendo."
América Latina
Segundo Leipziger, os países latino-americanos deveriam seguir o exemplo do
Chile, que consegue exportar produtos frescos a mercados distantes.
O Chile é o país da região com o melhor desempenho, ocupando a 32ª colocação,
seguidos por Argentina (45º), Peru (59º), Brasil (61º), El Salvador (67º),
Venezuela (69º), Paraguai (71º), Costa Rica (72º), Guatemala (75º), Uruguai
(79º), Honduras (80º), Colômbia (82º), Bolívia (107º) e Nicarágua (122º).
"Chile saiu à frente na América Latina e também é o país que se encontra mais
distante dos principais mercados, mostrando que obviamente está fazendo algo
corretamente", disse Leipziger.
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