|
|
Anatel aprova proposta para levar internet banda larga a todo o país até 2010
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
aprovou hoje proposta que abre caminho para a instalação de infra-estrutura de
banda larga em todos os municípios brasileiros até 2010.
Pela proposta --que vai a consulta pública até o dia 19-- será modificado o
decreto que prevê obrigações de universalização das empresas de telefonia fixa.
Ao invés de instalarem 8.461 pontos de telefonia e acesso à internet, como prevê
a legislação atual, as teles terão de instalar cabos de internet banda larga em
todas as cidades do país.
Apesar de o ministro das Comunicações, Hélio Costa, ter dito no mês passado que
as teles levariam a internet até as escolas, a Anatel entendeu que as empresas
só podem ser obrigadas a levar a infra-estrutura até uma central em cada cidade.
A ligação entre a central e as escolas terá que ser feita com recursos do
governo.
"Não era possível levar a internet [às escolas] se não tivesse a
infra-estrutura. Agora tem. Como o governo vai levar, se vai usar dinheiro do
Fust [Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações], se vai fazer
licitação, aí já passou da Anatel", declarou o conselheiro Pedro Jaime Ziller,
relator do processo na agência.
De acordo com Ziller, os custos para as teles serão da ordem de R$ 1 bilhão. O
valor foi calculado com base nos gastos que as empresas teriam para instalar os
pontos de telefonia, o que permitiu a substituição das obrigações.
As teles terão de levar redes com velocidade entre 8 e 64 Mbps (Megabits por
segundo). Isso na central, já que depois a capacidade é dividida pelos pontos de
internet que serão instalados nas escolas e outros locais como postos de saúde e
delegacias.
A Anatel calcula que 3.570 municípios não têm internet banda larga. A instalação
será feita a partir de janeiro do ano que vem.
Brasil fica em 61º em ranking de logística do Banco Mundial
da Folha Online
O Brasil ficou em 61º lugar entre 150 países em um ranking de logística do Banco
Mundial apresentado nesta segunda-feira.
Para fazer o estudo --chamado de "Conectar-se para competir"-- o Banco Mundial
ouviu comentários de mais de 800 profissionais do setor.
O primeiro colocado no ranking do LPI (Logistics Performance Index) foi
Cingapura --cidade-Estado asiática que possui um dos maiores portos do mundo. Em
seguida ficaram Holanda, Alemanha, Suécia, Áustria, Japão, Suíça, Hong Kong,
Reino Unido e Canadá.
Na outra ponta da tabela, o Afeganistão foi considerado o pior país em termos
logísticos, seguido por Timor Leste, Ruanda, Mianmar e Tadjiquistão.
Em linhas gerais, a análise concluiu que os países com uma boa logística
costumam registrar favoráveis taxas de crescimento e ter exportações
diversificadas.
Segundo o relatório, as nações com melhor logística obtêm maiores benefícios com
a globalização, ao atrair mais investimento estrangeiro direto para o setor
exportador.
Segundo o estudo, a capacidade de se conectar a mercado internacional para
trocas comerciais é um ponto-chave para que os países em desenvolvimento ampliem
suas competitividades e obtenham os benefícios da globalização.
O estudo "indica que a facilidade de conectar empresas, fornecedores e
consumidores é crucial em um mundo onde agilidade e confiança são cada vez mais
importantes do que os custos."
"Ser capaz de se ligar rapidamente aos mercados globais está se tornando um
aspecto chave para a capacidade de um país competir, crescer, atrair
investimentos, gerar empregos e reduzir a pobreza", disse Danny Leipziger,
vice-presidente de Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco
Mundial. "Mas para quem não se conecta, os custos da exclusão são grandes e
estão crescendo."
América Latina
Segundo Leipziger, os países latino-americanos deveriam seguir o exemplo do
Chile, que consegue exportar produtos frescos a mercados distantes.
O Chile é o país da região com o melhor desempenho, ocupando a 32ª colocação,
seguidos por Argentina (45º), Peru (59º), Brasil (61º), El Salvador (67º),
Venezuela (69º), Paraguai (71º), Costa Rica (72º), Guatemala (75º), Uruguai
(79º), Honduras (80º), Colômbia (82º), Bolívia (107º) e Nicarágua (122º).
"Chile saiu à frente na América Latina e também é o país que se encontra mais
distante dos principais mercados, mostrando que obviamente está fazendo algo
corretamente", disse Leipziger.
|
|