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Brancos ocupam 4 vezes mais cargos executivos do que negros, diz Seade
Estudo realizado pela Fundação Seade na região da Grande São Paulo, com base nas
informações de outubro de 2006 a setembro de 2007, aponta que os negros e pardos
ainda enfrentam dificuldades para ocupar os melhores postos do mercado de
trabalho, quando comparado com os chamados não negros, que incluem brancos e
descendentes de asiáticos.
Segundo o Seade, a diferença se explica pela exigência das vagas de formação
escolar elevada. Ainda segundo a fundação, o desemprego também é maior entre os
negros (18,1%) na comparação com os não-negros (13,2%).
Dos negros e pardos empregados, 4,6% ocupam cargos de direção ou planejamento,
sendo 2,2% como empresários, direção e gerência e 2,4% em posição de
planejamento e organização. Já entre os brancos empregados, 18,4% têm cargos de
direção ou planejamento, sendo 8,4% como empresários, direção e gerência e 10%
planejamento e organização.
Por outro lado, a concentração dos negros em atividades posições ocupacionais em
que os requisitos de qualificação profissional dependem menos da formação
escolar do que da experiência no trabalho. entre os empregados domésticos, 54,9%
são negros e pardos e 45,1% são não-negros.
Na construção civil os negros representam 49,4% e os não-negros são 50,6%. Entre
os empregados em geral, 65,1% são brancos e 34,9% são negros.
Para o Seade, no entanto, a atual situação dos negros no mercado de trabalho da
região Metropolitana de São Paulo, ainda que desfavorável, não se mostra tão
precária quanto foi no passado. "Atualmente, a universalização do ensino
fundamental e o maior acesso aos níveis médio e superior de ensino por toda a
população permitem supor que as diferenças, ainda importantes entre as
oportunidades para negros e não-negros ingressarem e progredirem em sua vida
profissional, possam ser superadas", afirma o estudo.
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