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Governo mente quando diz que 6% contribuem com 56% da arrecadação da CPMF com
pessoas físicas
O governo voltou a defender a prorrogação da cobrança da CPMF. Vários
integrantes do governo disseram hoje que aqueles que reclamam da cobrança da
CPMF são a minoria, já que grande parcela da população já é isenta do chamado
imposto do cheque.
O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, por exemplo, disse que 6% das
pessoas físicas contribuem com mais da metade (56%) da arrecadação da CPMF. Ele
deixou claro que as pessoas jurídicas não estão nessa conta.
"Vamos ver quem está reclamando nesta história", disse o secretário da Receita.
"Não é a grande população que está sendo prejudicada."
Hoje, são isentos do pagamento da CPMF trabalhadores assalariados que recebem
até três salários mínimos (R$ 1.140), além de beneficiários da Previdência
Social que recebem até dez mínimos (R$ 3.800). Eles representam 80% dos
portadores de CPF, segundo a Receita.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que quem não gosta da CPMF são
os sonegadores. "Quem não gosta da CPMF são os sonegadores", disse
Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que os
parlamentares contrários à matéria vão prejudicar a população se não prorrogarem
o imposto do cheque.
"Se alguém imagina que votando ou não votando na CPMF vai criar algum problema
para o governo, é ledo engano. As pessoas vão criar problemas para os milhões de
brasileiros que dependem do dinheiro do SUS [Sistema Único de Saúde]. Por isso
sou um homem convencido que a CPMF vai passar no Congresso Nacional", disse.
O presidente disse estar "convencido" de que o Congresso vai aprovar a
prorrogação do imposto do cheque porque os senadores "têm responsabilidade" com
o país. "As pessoas estão tomando consciência de que votar CPMF é uma questão de
compromisso com o resultado das políticas de saúde que estamos implementando no
Brasil."
Cronograma
A expectativa do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), é colocar a
PEC (proposta de emenda constitucional) da CPMF em votação, no primeiro turno,
até 14 de dezembro. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse
que até 31 de dezembro a votação da matéria estará concluída na Casa --mesmo que
os parlamentares tenham que trabalhar entre o Natal e o Ano Novo para evitar que
o governo comece o ano de 2008 sem a arrecadação do imposto do cheque.
Com o cronograma apertado, a oposição se articula para impedir que a votação
ocorra até o final do ano. PSDB e DEM decidiram obstruir a pauta de votações do
Senado --trancada por quatro medidas provisórias --para evitar a contagem do
prazo de tramitação da CPMF.
Somente com a pauta liberada a matéria poderá receber emendas em plenário para
retornar à análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que terá até 30
dias para encaminhá-la à nova votação no plenário.
Critica: qualquer
conta fisica ou juridica é descontado a cpmf, para qualquer movimentação
financeira, independente de valor na conta corrente seja de assalariado ou não.
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