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Presidente do Equador defende divisão de lucro de petroleiras

 


O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta quinta-feira que, como o petróleo é um recurso natural não-renovável de propriedade dos Estados, "as companhias que o exploram deverão aceitar que se houver lucros extraordinários no mercado, devem compartilhá-los com o dono".

Correa reagiu a informações de que as petrolíferas chinesas CNPC e Sinopec (que expressaram desejo de investir mais no Equador) consideram levar ao Instituto de Arbitragem de Estocolmo um eventual imposto sobre lucros não previstos obtidos com a situação no mercado.

O presidente explicou que um país soberano deve corrigir que a grande alta do preço do petróleo pelas circunstâncias do mercado beneficie exclusivamente as companhias que exploram o óleo enquanto o Estado, dono do recurso, continua recebendo apenas o mínimo estipulado em contratos que refletem preços antigos.

"A CNPC e a Sinopec vão muito bem no Equador [investiram mais de US$ 1,6 bilhão] e há muitos outros projetos em desenvolvimento, já que o país asiático precisa de fontes de energia. O mercado é uma realidade, mas o manejo é preciso ser feito como na China, orientado pelo Estado e em benefício próprio", disse Correa.

O Equador busca novos investimentos chineses na prospecção e no refino de petróleo e outros setores, mas vigiará que os novos contratos cumpram as normas legais e as exigências de respeito ambiental, disse o ministro de Minas e Petróleo, Galo Chiriboga.

Petrobras

Já há companhias petrolíferas "que propõem a renegociação dos contratos, como a Petrobras, a Repsol, Citiorient e a chinesa Andes Petroleum", disse Chiriboga.

Correa defendeu, durante um seminário, "o comércio justo e o investimento estrangeiro de benefício mútuo, que não prejudique a produção nacional, o emprego, pague impostos e seja administrada por governos honestos, como a China, líder mundial em receber investimento estrangeiro".

"Nem todo o investimento estrangeiro é positivo. A China soube aproveitá-los para seu desenvolvimento interno, utilizando o mercado sempre com o controle do Estado. A supremacia do trabalho sobre o capital", declarou Correa, que é economista.

Chiriboga assinou um acordo para aumentar a cooperação energética, ontem, na presença de Correa e do presidente chinês, Hu Jintao.


 



 

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