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Com alta do petróleo, brinquedos devem ficar mais caros após Natal
Os brinquedos deverão ficar mais caros no mundo inteiro com a disparada dos
preços do petróleo --componente de base do plástico, matéria-prima presente em
grande parte da diversão das crianças. O reajuste dos preços dos brinquedos, no
entanto, só deve chegar ao mercado com mais força depois do Natal.
Os preços do barril do petróleo subiram US$ 40 desde o início do ano e estão
encostando nos US$ 100. Esta disparada atingiu em cheio a indústria do brinquedo
--71% dos produtos são à base de plástico, que representa cerca de 40% do custo
final de uma peça, segundo a TIA (sigla em inglês para Federação americana dos
brinquedos).

Como os preços dos brinquedos encomendados são fixados geralmente com mais de
seis meses de antecedência, para este Natal, a despesa do Papai Noel não será
maior. "São os fabricantes que vão sustentar a alta este ano, não os
consumidores", informou a TIA.
Mas, em 2008, o petróleo caro vai aumentar os preços do plástico e do transporte
da Ásia, apontam os industriais do setor. Os custos dos testes adotados na China
para evitar desgaste maior de sua imagem, após a série de retirada do mercado de
produtos potencialmente perigosos para crianças, também devem pesar.
A China produz 80% dos brinquedos vendidos no mundo, e a alta do petróleo pesa
também muito sobre os fabricantes locais, porque eles são quase sempre pagos em
dólar, que vem caindo em relação ao yuan.
O aumento para os consumidores será de aproximadamente 10%, avalia o setor. Por
outro lado, fabricantes e distribuidores estão buscando soluções alternativas:
comercialização de brinquedos em madeira e tecido e procura de novos
fornecedores. Outros apostam nos produtos de alta categoria e tentam produzir
brinquedos mais sofisticados, que custarão entre 10% e 20% mais caro.
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