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Em 4 anos, gasolina só foi mais econômica que álcool em 2 meses


Mesmo com a forte alta nos preços do álcool típica dos períodos de entressafra, o combustível ainda é mais econômico do que a gasolina para os usuários de carros bicombustíveis, apontou nesta quarta-feira a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Na relação de preços entre os dois combustíveis, o álcool custou 46,91% do preço da gasolina em novembro, segundo os dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apurados pela entidade. A gasolina passa a ser mais rentável do que o álcool quando a proporção atinge 70%.

A relação álcool/gasolina é pesquisada pela Fipe desde 2003, com o advento dos carros bicombustíveis. Nesse período, só em dois meses (março e abril de 2006) a gasolina foi mais econômica do que o álcool.

No mês de novembro o preço do álcool foi um dos itens que contribuiu para a inflação medida pelo IPC-Fipe, de 0,47%.

O combustível teve inflação de 9,82%. Foi a maior variação desde janeiro deste ano, quando a alta foi de 11,74%.

Mas esta alta não alterou muito a proporção álcool/gasolina (de 45,56% para 46,91%) porque a gasolina também subiu, a 0,17% --muito por causa de em sua composição também haver álcool.

Os dados se referem apenas à cidade de São Paulo, mas encontra similaridade em todo o país. Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio nacional do litro da gasolina fechou a R$ 2,488 em novembro, e a do álcool a R$ 1,398. Neste caso, a proporção seria de 56,19% --o que ainda dá vantagem ao álcool.

Escalada

Apesar da folga na proporção, ela tende a ser reduzida nos próximos meses devido à entressafra da cana-de-açúcar.

"Na ponta do produtor, o preço do álcool variou 16,32% na penúltima apuração de novembro e 15,86% na última, e com a gasolina, 0,30% e 0,90%, o que leva a entender que os repasses ao consumidor continuarão em dezembro", disse o diretor da pesquisa da Fipe, Márcio Nakane.

Para dezembro, a Fipe projeta alta de 0,87% para o grupo Transporte, ante 0,5% em novembro, com destaque para o avanço do preço do álcool, segundo Nakane.

 


 

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