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Líder do DEM diz que existem 35 votos contrários à CPMF; oposição e base batem boca
 

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), afirmou que já existem 35 votos contrários à PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Sem votos para aprovar a matéria, a base governista esvaziou o Senado e alegou que não havia quórum para votar hoje a proposta.

O plano do governo é votar, em primeiro turno, na terça-feira. Para passar, são necessários ao menos 49 votos favoráveis em cada turno.

Em maior número no plenário do Senado, a oposição aproveitou para atacar a prorrogação da CPMF. O vice-líder do PSDB na Casa, Álvaro Dias (PR), disse que o governo promoveria uma "feira" no fim de semana para vender um "produto que não é bom".

"Será um fim de semana de feira. A menos que se usem argumentos espúrios, o governo não tem argumentos. Espero que essa feira do final de semana não tenha êxito. [É que] o produto do governo [a CPMF] não é bom", disse Dias.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu a aprovação da proposta e reiterou que a votação vai ser realizada na terça-feira. "[Na] terça-feira, nós votaremos: quem tiver voto ganha; quem não tiver voto perde. Quem ganhar ou responde pela aprovação da CPMF ou responde pelo ônus de não termos CPMF no país. É uma discussão clara, cristalina. Nós não vamos tergiversar sobre isso", afirmou Jucá.

Porém, antes, Jucá se envolveu em um bate-boca com o senador Mário Couto (PSDB-PA). O tucano criticou a prorrogação da cobrança até 2011. "As despesas desse governo são intermináveis. E há despesas que são dispensáveis."

"Hoje não dá para votar porque não tem número. Aí é a oposição querer ganhar sem jogar. Quer dizer, é ganhar sabendo que o jogo não pode acontecer", afirmou Jucá, informando a razão pela qual o governo adiou para a próxima semana a votação da CPMF.

Depois de Jucá e Couto, foi a vez de o vice-líder do PSDB, o senador Álvaro Dias (PR), discursar. O tucano ironizou o esforço feito pelo governo na tentativa de obter os 49 votos necessários para aprovar a CPMF, aproveitando mais alguns dias para negociar. Ele definiu as articulações promovidas pelos governistas de "feira".

O debate foi acompanhado por vários senadores, mas nem todos os 71 --cujas presenças estavam registradas no painel-- estavam presentes. Entre os governistas estavam Jucá, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Delcídio Amaral (PT-MS) e Marcelo Crivella (PRB-RJ), além de Renato Casagrande (PSB-ES).

 


 

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