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Em convenção, DEM diz que rejeita CPMF em nome da "coerência e da ética"
Em meio às negociações sobre a prorrogação da
cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o DEM
realiza hoje sua primeira convenção nacional. O presidente nacional da legenda,
Rodrigo Maia (RJ), defendeu a decisão do partido de votar contra a proposta e
reclamou das pressões feitas pelo governo em cima dos democratas.
"Os democratas resistiram às ofertas em nome da coerência e da ética. Nós, os
democratas, temos o poder da força moral da minoria", disse Maia.
Segundo ele, as críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao DEM
--que foi chamado pelo presidente de "demo"-- reforçaram a decisão de legenda de
rejeitar a CPMF.
As articulações pela aprovação da PEC (proposta de emenda constitucional)
predominaram nos discursos feitos durante a convenção --marcada para referendar
o nome de Rodrigo Maia e dos demais integrantes da executiva e do diretório em
nível nacional.
Para o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), o símbolo da resistência
à pressão foi o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).
Arruda foi procurado ontem pessoalmente por Lula que pediu para ele colaborar
com a aprovação da CPMF.
Na conversa, Arruda disse que não poderia interferir no processo porque o DEM
havia decidido fechar questão --orientando a bancada de 14 senadores a votarem
contra a proposta. "Com firmeza, os democratas vão votar 'não' e derrotar a
CPMF", afirmou Agripino.
Já o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, evitou criticar ou comentar a
prorrogação da CPMF.
Ele disse que só poderia tratar do assunto depois de analisar em detalhes a
reforma tributária.
A convenção do DEM está sendo realizada em um auditório do Senado. Simpatizantes
do partido lotam o local e aplaudem com entusiasmo --principalmente quando ouvem
o nome do governador Arruda. Balões, faixas e cartazes enfeitam o auditório, no
qual o destaque é o novo símbolo do partido: uma árvore estilizada.
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