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Alta dos alimentos prejudica vendas do comércio, aponta o IBGE
A alta dos alimentos no ano influenciou o
resultado das vendas do comércio varejista, que caíram pela primeira vez este
ano. A última queda tinha sido verificada em julho de 2006. O resultado apontado
nesta segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
mostra variação negativa de 0,2% em outubro, na comparação com setembro.
O setor que mais influi no resultado geral da Pesquisa Mensal de Comércio é o de
hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que
apresentou em outubro queda de 1,6%. Do resultado geral, esse setor representa
30%. Segundo o coordenador da pesquisa, Reinaldo da Silva Pereira, a pressão dos
alimentos foi fundamental para esse índice.
A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostra que os
alimentos e bebidas subiram 8,55% no ano. E novembro, a inflação desses produtos
foi de 0,73%.
"O resultado negativo verificado nesse setor ocorreu por conta do aumento dos
produtos alimentícios. O resultado geral mostra uma acomodação, e não significa
que exista uma tendência de queda continuada", explicou.
O subsetor hipermercados e supermercados teve queda de 2% em relação a setembro.
Em comparação com outubro de 2006, as vendas do comércio varejista cresceram
9,6%, o melhor resultado no mês de outubro, desde 2001.
Os outros setores apresentaram alta. No caso de móveis e eletrodomésticos, o
crescimento foi de 1,3% em relação a setembro, e chega a 16% no ano. Segundo
Pereira, esse incremento pode ser atribuído aos efeitos da redução dos preços e
à antecipação do 13° salário, permitida a aposentados e pensionistas.
O setor de tecidos, vestuário e calçados teve vendas 2,8% maiores na comparação
com setembro. No ano, a alta chega 10,5%, se comparada aos dez primeiros meses
de 2006. O resultado de outubro é atribuído ao Dia da Criança, já que no ano, o
desempenho do setor vem apresentando constante variação.
Automotivo
As vendas de combustíveis e lubrificantes aumentou 1,8% em outubro, quando
relacionada ao resultado de setembro. No ano, acumula alta de 5,2%. O desempenho
no ano é atribuído à queda dos preços dos combustíveis (-3,2%%, aponta o IPCA) e
ao crescimento da economia.
Veículos, motos e autopeças tiveram incremento de 2,8% nas vendas, em comparação
com setembro. No ano, a alta acumulada chega a 23,8%, e está relacionada ao bom
desempenho da economia e ao crescimento da indústria automobilística.
A taxa de vendas do comércio varejista caiu em 19 das 27 Unidades da Federação
pesquisadas. As maiores quedas foram verificadas no Tocantins (-3,3%) e no
Maranhão (-2,8%). Por outro lado, as principais altas ocorreram em Goiás (4,8%)
e Roraima (1,5%).
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