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Maranhão considera "inócua" resistência de órgãos federais para cortes no
orçamento
O presidente da Comissão Mista de Orçamento,
senador José Maranhão (PMDB-PB), disse nesta terça-feira que serão "inócuas" as
resistências de órgãos federais para cortes no Orçamento de 2008 provocados pelo
fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Segundo Maranhão, a comissão terá autonomia para definir os cortes necessários
que têm como objetivo compensar a perda de R$ 40 bilhões provocada pelo fim do
"imposto do cheque". "Qualquer declaração [de autoridades federais] de que não
aceitam cortes é inócua. Quem decidirá o corte é a comissão de orçamento."
Apesar da defesa da redução orçamentária em órgãos federais, o senador
considerou "muito difícil" a redução nas emendas parlamentares individuais e
coletivas.
"A resistência contra corte nas emendas vai ser dos 513 deputados da Câmara e 81
senadores. Não é fácil fazer corte nas emendas. Nas de bancada,
indiscutivelmente, é uma tarefa hercúlea, porque nessas emendas temos recursos
do Executivo e do Judiciário."
O senador disse que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o
compromisso de que não haverá cortes no PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento) e nem em programas sociais do governo --por isso, considera a
tarefa de corte difícil.
Maranhão disse que o fim da CPMF é um "golpe fatal nos programas sociais do
governo implementados nas áreas de saúde, saneamento e habitação".
Prazos
O senador disse esperar receber até o dia 11 de janeiro os cortes previstos nos
órgãos dos três Poderes para compensar a perda de arrecadação da CPMF.
O objetivo de Maranhão é que, até o dia 11 de fevereiro, a comissão tenha um mês
de prazo para discutir e votar o relatório final do Orçamento 2008 sem os R$ 40
bilhões perdidos com o fim da CPMF.
Ele disse acreditar que não haverá resistências de Poderes federais para a
execução de cortes orçamentários que possibilitem o equilíbrio das contas
públicas ao longo do ano que vem.
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