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Confiança na indústria cai 4,2% com perspectiva de atividade menor
O ICI (Índice de Confiança da Indústria) recuou 4,2% entre novembro e dezembro
deste ano, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira. Segundo a
instituição, o resultado inclui expectativas sobre os meses de janeiro e
fevereiro, período em que o ritmo da atividade industrial, em geral, diminui.
"Convém lembrar que nesta época do ano, o horizonte de tempo de quase todas as
perguntas integrantes do Índice de Expectativas passa a incluir janeiro e
fevereiro, período em que a indústria normalmente diminui o ritmo das
atividades", avalia a FGV.
Entre novembro e dezembro, o ICI caiu de 121,2 para 116,1 pontos. Na comparação
com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apontou alta de 9,2% --inferior aos
13,1% apurados em novembro, na mesma base de comparação.
Entre novembro e dezembro, o Índice da Situação Atual caiu de 131,1 para 129,3
pontos --recuo de 1,4% no mês e alta de 11,7% na variação em 12 meses. No
entanto, o índice de dezembro é o mais elevado para esta época do ano e o
terceiro maior nível da série histórica iniciada em abril de 1995, segundo a
FGV.
Já o Índice de Expectativas teve um recuo mais acentuado de 111,4 para 103,0
pontos (queda de 7,5%). Em 12 meses, a expansão foi de 6,4%.
Demanda
No que diz respeito ao índice de confiança relacionados ao presente, a FGV
destacou a avaliação feita pelas empresas sobre o nível da demanda (influenciada
principalmente pelo mercado interno). Entre dezembro de 2006 e dezembro de 2007,
a proporção de empresas que avaliam o nível atual da demanda como forte aumentou
de 18% para 33%, e a parcela das que o avaliam como fraco passou de 8% para 9%.
"No Índice de Expectativas, o dado mais favorável são as previsões relativas à
contratação de pessoal. Das 1080 empresas consultadas, 27% prevêem aumento do
contingente de mão-de-obra nos próximos três meses e 16%, redução", informou a
FGV. Em dezembro de 2006, estas parcelas foram, respectivamente, de 18% e 17%.
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