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Demanda vai definir expansão da frota de navios de empresa da Vale


CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio


Mesmo depois de acertar a construção de cinco navios do tipo porta-contêineres, que serão entregues até 2013, a Log-In (antiga Docenave e braço logístico da Vale) admite alugar mais embarcações, caso a demanda do mercado pressione a oferta.

O presidente da companhia, Mauro Dias, mostrou-se otimista em relação aos investimentos na navegação de cabotagem. Segundo ele, o setor, ao contrário dos últimos anos, não estará mais limitado à oferta, e sim, ao crescimento da demanda.

"Se o mercado crescer, temos a possibilidade de irmos ao mercado e fretarmos [alugar] mais navios. Daqui para frente, o limitador de capacidade na cabotagem passa a ser a demanda", afirmou.

A Log-In encomendou ao estaleiro Eisa, situado no Rio, a construção de cinco navios, com capacidade de 2.700 TEUs (unidade que corresponde a um contêiner de 20 pés). O primeiro começa a ser construído, segundo Dias, ainda este mês, quando as 9 mil toneladas de aço compradas da Usiminas começarão a ser entregues.

Dias explicou que a lei permite que uma empresa pode alugar navios cujas capacidades somadas correspondam à metade do que essa companhia tenha atualmente. Ou então, o dobro da capacidade dos navios que estiverem em construção. A Log-In se enquadra nesses dois casos.

Expansão

A capacidade planejada da Log-In irá a 18 mil TEUs em 2013. Antes disso, em 2011, poderá chegar a 31.500 TEUs, caso a empresa decida alugar outros navios, dentro do que a lei permite. Isso significaria um crescimento de mais de 500% em relação à capacidade atual de transporte de cabotagem da empresa.

Independentemente de alugar mais navios ou não, a Log-In quer estender sua atuação a outros mercados, na navegação de cabotagem. Um dos novos focos pode ser a região Norte, admitiu Dias.

"Nossa idéia é ter os cinco navios que serão construídos atuando nas rotas entre Fortaleza e Buenos Aires, na Argentina, que atualmente são feitas pelas cinco embarcações fretadas. No caso, os atuais navios e os dois que vão entrar em operação este ano seriam deslocados para atender outros mercados", explicou o presidente da Log-In.

Segundo Mauro Dias, os cinco navios que operam para a empresa estão alugados até 2013, e ao final do contrato, existe a opção de compra.

Financiamento

A expectativa do executivo é que o agente financeiro do financiamento aprovado pelo FMM (Fundo de Marinha Mercante) para a construção dos cinco novos navios seja definido nos próximos meses. A negociação está entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Banco do Brasil. O financiamento pedido é de US$ 300 milhões, correspondente a 90% do investimento total nas embarcações.

Dias descartou que essa questão possa atrasar o cronograma das obras. Segundo ele, a Log-In tem caixa para iniciar a construção do primeiro navio.

"Fechamos o fornecimento de aço para a primeira embarcação e já contratamos os motores dos cinco navios. Vamos discutir agora a questão do aço para as outras construções. Queremos a conjunção de três fatores: preço, prazo e qualidade', observou, sem descartar a possibilidade de importar aço.

 


 

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