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Dólar fecha em baixa pelo oitavo dia consecutivo
O dólar caiu pela oitava sessão consecutiva nesta quarta-feira, pressionado por
operações no mercado futuro, pela entrada de recursos no País e pela queda
generalizada da moeda norte-americana nos mercados internacionais.
O dólar terminou o dia a R$ 1,671, com baixa de 0,77%. Na mínima, a moeda chegou
a ser negociada a R$ 1,665 no pregão à vista da Bolsa de Mercadorias & Futuros
(BM&F). Em oito dias de desvalorização, o dólar caiu quase 5% em relação ao
real.
A moeda norte-americana sofreu com a sinalização dada pelo chairman do Federal
Reserve, Ben Bernanke, de que haverá novos cortes dos juros nos Estados Unidos.
O euro, por exemplo, bateu mais um recorde, acima de US$ 1,51.
"É mais um movimento de perda do dólar ante outras moedas do que de apreciação
do real... porque a perspectiva de desaceleração um pouco mais forte dos Estados
Unidos vai se consolidando cada vez mais", disse Jankiel Santos, economista do
banco ABN Amro.
Com juros menores nos Estados Unidos, diminui o interesse por investimentos na
maior economia do mundo. Nesse cenário, o Brasil, que tem uma taxa de juros
relativamente alta e uma economia com fundamentos mais sólidos do que no
passado, aparece como um destino atraente, explicou.
Esse movimento, porém, não tem envolvido somente o fluxo efetivo de moeda.
Grande parte da responsabilidade pela série de quedas do dólar, apontam
analistas, vêm do mercado futuro, onde se desenrolam as chamadas operações de
arbitragem.
Nessas operações, o investidor busca lucrar com a diferença entre os juros
cobrados no Brasil e no exterior. Além disso, muitos agentes vendem dólares no
mercado futuro, apostando em mais desvalorização da moeda.
Na terça-feira, por exemplo, os estrangeiros mantinham, em termos líquidos, US$
6 bilhões em posições vendidas no mercado futuro. No meio de janeiro, esse
montante chegou a ser de apenas US$ 200 milhões.
Com muitos investidores vendidos em dólar, aumenta a pressão para que a cotação
do final do mês - usada para a liquidação de um lote de contratos - seja cada
vez mais baixa.
Mesmo
sem CPMF, arrecadação bate novo recorde em janeiro
Reuters
O governo federal arrecadou R$ 62,596 bilhões em
impostos e contribuições em janeiro, primeiro mês após a derrubada da CPMF pelo
Congresso. A cifra é recorde para meses de janeiro.
O crescimento foi de 20% em termos reais frente a igual período de 2007. Frente
a dezembro, no entanto, houve queda de 5,14%.
Os dados, divulgados pela Receita Federal do Brasil, hoje, são corrigidos pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ao divulgar os dados, o
órgão federal atribuiu o desempenho principalmente a uma elevação "atípica" das
receitas com impostos incidentes sobre o lucro das empresas.
"Esta é uma análise do mês de janeiro, eu não posso levar isso para os outros 11
meses do ano", afirmou o secretário da Receita, Jorge Rachid, quando questionado
se os dados não mostrariam que a CPMF era dispensável.
A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cresceu 89,27% em
relação a janeiro de 2007, para R$ 1,162 bilhão. A alíquota do IOF foi elevada
em janeiro como forma de compensar parcialmente o fim da arrecadação da CPMF,
estimada em cerca de R$ 40 bilhões ao ano.
A alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor
financeiro também foi aumentada, de 9% para 15%, mas essa alteração só passará a
valer a partir de abril, após período de noventena. O aumento da contribuição
foi definido por medida provisória, que ainda precisa ser aprovada pelo
Congresso.
"Vamos reafirmar a necessidade dessa proposta", afirmou Rachid sobre as
dificuldades de convencer o congresso a aprovar mais aumento de tributos frente
ao crescimento da arrecadação.
O governo ainda arrecadou em janeiro R$ 875 milhões em CPMF. O montante diz
respeito ao tributo que incidiu sobre as movimentações bancárias realizadas nos
últimos dias de dezembro, mas que só foi cobrado dos correntistas no primeiro
dia útil de janeiro. Em janeiro de 2007, as receitas com a CPMF haviam somado R$
3,045 bilhões.
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