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Baixa renda tem 60% dos cartões de crédito, mas gasta 70% menos


KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online


Os consumidores considerados de renda mais baixa, abaixo de R$ 1.499 por mês, detêm 60,7% dos cartões em circulação no país, ou 56,4 milhões de plásticos. O gasto anual, no entanto, é de R$ 1.405, quase 70% menor ao daqueles com renda maior, que gastam R$ 4.662 por ano, em média. Os dados Foram divulgados pelo Itaú nesta terça-feira.

O usuário considerado de alta renda, acima de R$ 2.500 por mês, detém 12,2% dos cartões. O público de renda intermediária fica com a fatia de 27,1%.

O diretor de Marketing e Cartões do Itaú, Fernando Chacon, afirma que a baixa renda ainda é o público alvo das empresas para ampliar o número de cartões no país, atualmente em 92,9 milhões de unidades.

No corte por região, Norte e Nordeste são as regiões com maior concentração de cartões entre os mais pobres, com 54,6% e 66%, respectivamente. O Centro-Oeste, se destaca pelo fato de os mais ricos, com 19,1% dos plásticos, responderem por 42,3% do faturamento, enquanto que a baixa renda, com 50,9% dos cartões, geram 30,2% do faturamento.

Na região Sudeste, a baixa renda tem 61,5% dos cartões, enquanto os mais ricos têm 12,3%. No faturamento, os mais pobres respondem por 44,1%, contra 28,8% dos mais ricos.

Na região Sul, a baixa renda tem 48,6% dos cartões e, a alta, 15,9%. Os mais pobres respondem por 30,3% do faturamento, contra 34,9% dos mais ricos. A pesquisa considerou os números e valores de 2007.

Crescimento

A pesquisa do Itaú mostrou que a região Centro-Oeste foi uma das que mais cresceram em número de cartões entre 2003 e 2007, com um aumento de 104,7%. Segundo Chacon, o Distrito Federal, especialmente Brasília, e os Estados com atividades ligadas ao agronegócio foram os propulsores desta alta. A região terminou 2007 com 5,2 milhões de cartões em circulação.

Em faturamento, o crescimento da indústria de cartões no Centro-Oeste foi de 169,4% no mesmo período, terminando o ano passado com R$ 13,5 bilhões.

A Sudeste foi uma das que menos cresceram, por já apresentar a maior base de cartões. Entre 2003 e 2007, o número de plásticos aumentou 94,3%, chegando a 48,9 milhões e, o faturamento, avançou 86,5%, para R$ 103,5 bilhões

 

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