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Tolmasquim diz que preço de Jirau tem que garantir competição
O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse
nesta quarta-feira que a decisão sobre o preço-teto para a usina de Jirau, no
rio Madeira (RO), deve ser cautelosa para permitir a competição. Hoje, o TCU
recomendou que o governo reduza em R$ 6/MWh o valor máximo da licitação: dos R$
91/MWh para R$ 85/MWh.
"Não é uma determinação, são sugestões de outras reduções. A idéia é que haja
uma competição, não é acertar o valor final que será oferecido. Uma tarifa que
leve aos últimos limites os cortes possíveis corre o risco de (o leilão) ficar
vazio ou afugentar investidores", afirmou.
Tolmasquim ressaltou que a decisão final caberá ao ministério. Amanhã, a Aneel
fará uma reunião extraordinária para votar o edital, que trará o preço
definitivo. A legislação prevê que o edital tem que ser publicado pelo menos um
mês antes do leilão, mas, segundo o presidente, a data do leilão está mantida no
dia 9 de maio.
"Não haverá alterações dramáticas na data do leilão e não haverá atraso nas
obras se o leilão for dia 9 ou 12", ressaltou.
O presidente ressaltou o trabalho da EPE para reduzir o preço-teto. Na primeira
usina do rio Madeira a ser licitada, o valor máximo era R$ 122/MWh. De acordo
com Tolmasquim, ao todo houve uma economia de R$ 3,9 bilhões em relação à
previsão original que estimava em R$ 12,6 bilhões os custos das obras. Ele citou
que os custos previstos com equipamentos caíram R$ 860 milhões e os com
escavações R$ 648 milhões.
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