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Dólar fecha a R$ 1,68; boletim do BC reforça expectativa de juros mais altos


Mais uma vez, o mercado de câmbio quase rompeu o "piso" de R$ 1,68, nas operações desta segunda-feira. Nos últimos negócios, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,687 (valor de venda), o que representa um declínio de 0,23% sobre a cotação final de sexta-feira.

Ao longo do dia, no entanto, os agentes do setor financeiro chegaram a negociar uma cotação de R$ 1,678 pela moeda americana, e de R$ 1,697, a maior taxa do dia.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,780 (venda), em retração de 0,55%. A taxa de risco-país atinge 249 pontos, em baixa de 3,11%.

O boletim Focus, preparado pelo Banco Central, reforçou a aposta de analistas do setor financeiro de que o Copom (Comitê de Política Monetária) deve reiniciar o ciclo de altas da taxa Selic, interrompido desde 2005, a partir da reunião desta quarta-feira.

A mediana das estimativas colhidas pelo BC mostrou que o IPCA projetado para este ano subiu de 4,5% para 4,66%, pela primeira vez em semanas acima da meta da inflação de 2008 (4,5%).

O consenso entre analistas aponta que, nesta semana, o Comitê deve optar por um ajuste de 0,25 ponto percentual, alterando a Selic para 11,50%.

"Considerando tudo, nós vemos o Banco Central do Brasil elevando a Selic para 12,25% até setembro, numa sequência de ajustes de 0,25 ponto percentual. Esse aperto monetário constitui uma ação preventiva, o que em nossa visão, dá mais segurança para um relaxamento em 2009. Dessa forma, nós esperamos que a Selic encerre o ano seguinte em 10,25%", afirmou Felipe Illanes, economista do banco americano Merrill Lynch.

Juros futuros

As taxas de juros projetadas para 2009, 2010 e 2011 apontaram tendências distintas nas operações com os contratos futuros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 12,46% ao ano para 12,44%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada estabilizou em 13,25%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 13,32% para 13,35%.


 


 

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