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Falta de chuvas fará consumidor pagar R$ 745 milhões a mais por energia
Os consumidores de energia elétrica de todo o Brasil dividirão uma conta de R$
745 milhões pelo uso de termelétricas nos três primeiros meses do ano. De acordo
com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), este foi o custo adicional
do acionamento dessas usinas.
Desde o fim do ano passado, por causa da falta de chuvas, o governo determinou
que termelétricas a óleo e a gás --mais caras e mais poluentes-- fossem
acionadas para compensar as hidrelétricas.
Segundo a Aneel, o custo adicional do uso dessas usinas em janeiro foi de R$ 31
milhões. Já em fevereiro, quando quase todas as termelétricas estavam em
funcionamento, o valor ficou em R$ 268 milhões. Em março, a previsão é de que
fique em R$ 446 milhões, mas o número final só será fechado na próxima semana.
Como esse valor é dividido por todas as distribuidoras do Brasil, o impacto na
conta de luz deverá ser pequeno.
Nesta quinta-feira, a Aneel começou a autorizar o repasse no reajuste de
distribuidoras do Sul e do Nordeste. Para a AES Sul, por exemplo, o impacto na
conta de luz será de 0,56% e para a RGE de 0,44%. As duas distribuidoras atuam
no Rio Grande do Sul.
As termelétricas são acionadas quando o seu custo é menor do que o preço da
energia no mercado à vista. Desde o fim do ano passado, porém, o governo
determinou o funcionamento de usinas cujo custo estava acima desse preço.
Técnicos da Aneel explicaram que esse valor adicional é transformado em encargo,
ou seja, cobrado na conta de luz. A divisão entre os consumidores é feita
proporcionalmente ao mercado de cada distribuidora.
Comentários: Quanto mais desmatar-mos menos
chuvas em alguns lugares e tormentas em outros. De uma forma ou outra o povo
pagará a conta com pela incompetência do governo.
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