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Lobão diz que consumidor não vai pagar mais por reajuste da gasolina
O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) garantiu nesta sexta-feira que o
reajuste dos combustíveis não será repassado para os consumidores. Lobão disse
que as distribuidoras e os postos de gasolina que descumprirem a ordem do
governo federais --repassando o aumento-- serão severamente punidos. De acordo
com ele, a fiscalização será intensificada.
"Essa imposição [de não repassar o aumento] será feita no fornecimento de
combustível. Eles [postos e distribuidoras] não repassarão", afirmou o ministro.
"Os órgãos [de fiscalização] do governo estarão fiscalizando permanentemente e
esse risco [de repassar] não vai ocorrer para o consumidor", disse.
Na quarta-feira, a Petrobras anunciou que a gasolina vendida às distribuidoras
teria alta de 10% e, o diesel, de 15%, a partir desta sexta. Para o Sincopetro
(Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São
Paulo), a redução da Cide não deve ser suficiente para segurar o repasse.
A Cide, que hoje é de R$ 0,28 por litro, passará a R$ 0,18 por litro, segundo
anunciado pelo governo. Segundo o Sincopetro, impostos, como PIS, Cofins e ICMS,
incidirão sobre o novo preço. De acordo com cálculos do governo, a arrecadação
com a Cide cairá de R$ 2,5 e R$ 3 bilhões por ano.
Lobão afirmou ainda que o governo federal vai intensificar a fiscalização para
evitar que ocorra repasses nas bombas dos postos de combustíveis. "Haverá uma
fiscalização muito intensa sobre isso. A decisão foi tomada e já anunciada pelo
Ministério da Fazenda", afirmou ele. "As punições serão estabelecidas de acordo
com a lei [para quem descumprir a ordem do governo em não repassar o reajuste]",
disse.
Em relação ao diesel, o ministro disse que a diferença a partir do reajuste vai
ser pequena em comparação ao preço do petróleo no mercado internacional.
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