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Indicadores da OCDE apontam desaceleração da economia do Brasil

 

da Efe, em Paris

Os indicadores mensais de conjuntura da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) publicados hoje apontam uma desaceleração da economia nos países-membros, e uma inflexão em três dos grandes países emergentes: Brasil, China e Índia.

O indicador composto avançado da organização, que alerta antecipadamente para a evolução da economia --em particular inflexões na conjuntura-- diminuiu 1,9 ponto no Brasil, para 103 pontos, o que significa que perdeu 1,4 ponto em doze meses.

No total da OCDE, o indicador composto diminuiu cinco décimos em março, até 98,1 pontos, abaixo da média a longo prazo de 100 pontos.

Em doze meses, esse índice caiu 3,2 pontos no conjunto dos 30 membros daquele que é conhecido como o "Clube dos países desenvolvidos", queda que chegou a 4,3 pontos no Japão (para 96,4 pontos), 3,6 pontos nos Estados Unidos (para 97,9 pontos) e 3,3 pontos (para 96,8 pontos) na zona do euro.

A maior redução em março dos países do G7 (Grupo dos Sete, as sete nações mais desenvolvidas) foi a dos Estados Unidos (nove décimos).

Apesar disso, também houve grandes retrocessos na Itália (oito décimos, até 94,8 pontos), no Reino Unido (sete décimos, até 98,3 pontos), França (cinco décimos, até 96,3 pontos) e Alemanha (cinco décimos, até 99,8 pontos).

Na China, apesar da alta de um décimo em março, até 103,3 pontos, em um ano diminuiu 1,6 ponto.

Na Índia houve uma redução de 1,3 ponto no último mês do qual há dados disponíveis (fevereiro), com o que os 102,2 pontos do indicador representam uma baixa de 1,6 ponto em doze meses.

A Rússia escapa da tendência de "inflexão moderada" da conjuntura e se mantém em "lenta expansão" em virtude de um aumento de um décimo em março e de 3,2 pontos em um ano, até 102,1 pontos.
 

 

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