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Dólar fecha a R$ 1,64, menor cotação desde 1999; Bovespa sobe 1,69%
da Folha Online
O mercado sinaliza de que não quer ser pego "de surpresa" desta vez e procura
antecipar a possível promoção do rating brasileiro para o nível grau de
investimento, desta vez pela agência Fitch.
Embalado nessa expectativa, a cotação do dólar comercial caiu para R$ 1,642, um
declínio de 0,84% no dia, nas últimas operações desta sexta-feira. Trata-se da
menor cotação desde janeiro de 1999 e representa um decréscimo de 7,6% neste
ano. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,750
(venda), em retração de 1,12%.
Às 16h41, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registrava alta de 1,69%,
aos 72.701 pontos (índice Ibovespa). O giro financeiro era de R$ 6,26 bilhões.
Profissionais do mercado de câmbio salientaram a ansiedade dos agentes
financeiros com a possível promoção do rating brasileiro.
"O mercado espera a qualquer momento que a agência Fitch anuncie a promoção do
Brasil a bom pagador [grau de investimento]. O volume de negócios está alto e já
atingiu US$ 2,9 bilhões [no interbancário]. Ontem também foi alto, em torno de
US$ 2,8 bilhões, quando a média está em US$ 2 bilhões", afirma Roberto Moraes,
gerente da mesa de câmbio da corretora Advanced (ex-Action).
"Hoje a única explicação parece ser a expectativa pela Fitch, porque nós vimos
saídas [de recursos] grandes hoje. O mercado, aparentemente, tenta antecipar o
anúncio da Fitch", comenta Luiz Fernando Moreira, operador da corretora Dascam.
Na semana retrasada, a agência Standard & Poor's surpreendeu o mercado
financeiro ao anunciar a promoção do rating brasileiro para o nível grau de
investimento, o que fez a Bolsa de Valores disparar (6,3%) e a taxa de câmbio
derreter (2,4%).
Juros futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros rebaixou as
taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,09% ao ano para
13,04%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 14,34% para
14,18%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada retraiu de 14,29%
para 14,11%.
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