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Tesouro nega aumento de gastos do governo e paralisação de investimentos
Os dados sobre as contas do governo divulgados nesta terça-feira mostram que os
gastos estão sob controle e os investimentos estão saindo do papel, na avaliação
do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
As despesas do governo subiram 9,4% nos quatro primeiros meses do ano, enquanto
as receitas, puxadas pela arrecadação, subiram 18%. O Tesouro defende, no
entanto, que em comparação ao crescimento projetado para PIB (Produto Interno
Bruto) nominal, as despesas caíram 2,8%.
Augustin disse que parte dessa queda se deve ao atraso na votação do Orçamento.
Além disso, nesse tipo de comparação, também haveria queda nas despesas com
pessoal. Nesse caso, o gasto "menor" foi causado pelo atraso na aprovação da
reestruturação de carreiras do funcionalismo público, que deverá ter um impacto
de R$ 7,5 bilhões nesse ano.
"Na medida em que houver reestruturações, haverá impacto. Mas não posso
concordar com essas avaliações de que pode haver uma explosão", afirmou o
secretário. "As análises que falam em aumento das despesas públicas não têm
guarida nesses dados."
Investimento
O secretário disse também que a queda no ritmo dos investimentos do governo foi
pontual e que o PPI (Programa Piloto de Investimentos), por exemplo, deve
terminar o ano dentro do programado.
O PPI permite que os investimentos feitos em obras de infra-estrutura
consideradas prioritárias sejam abatidos do superávit primário. O limite para
esse é abatimento é de R$ 13,8 bilhões, segundo a LDO (Lei de Diretrizes
Orçamentárias) de 2008.
No primeiro quadrimestre de 2008, foram pagos apenas R$ 1,637 bilhão desse
limite. "A tendência é que o valor programado seja executado", disse Augustin.
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