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PF prende 21 suspeitos de fraudar Previdência em até R$ 200 milhões



A Polícia Federal em São Paulo prendeu nesta quinta-feira 21 pessoas acusadas de fraudar a Previdência Social --entre eles beneficiários, três servidores técnicos, três médicos peritos, um advogado, um vereador da região do ABC (Grande São Paulo) e dois candidatos a vereador. Segundo a PF, os prejuízos podem chegar a R$ 200 milhões, resultado da emissão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez.

A Força Tarefa Previdenciária --integrada pela PF, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal-- analisou 349 benefícios intermediados pela quadrilha, com indícios de fraude de R$ 8,72 milhões. A PF, porém, estima que desde 2003 as emissões fraudulentas de cerca de 3.500 benefícios tenham gerado prejuízo bem maior.

De acordo com as investigações, a quadrilha corrompia médicos peritos e outros servidores de uma Agência da Previdência Social de São Bernardo do Campo. "Estes, por sua vez, concediam benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez para pessoas saudáveis e com plena capacidade laboral", afirma a polícia.

Participaram da operação, batizada de Providência, 204 policiais federais e dez servidores da Previdência Social. Além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão.

Também foram cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias, seqüestro de imóveis e veículos automotores utilizados pelo grupo, bem como a realização de perícias por junta médica da Previdência Social em segurados que participaram do esquema.

As ações são realizadas nos municípios de São Bernardo do Campo, São Paulo, Santo André, Diadema, Mogi das Cruzes, Guareí, Americana, Campos do Jordão, Guarujá, Bertioga, Santos, Itanhaém e Montes Claros (MG).

Todos os presos serão acusados por estelionato, que prevê um a cinco anos de pena, e alguns deles por formação de quadrilha. O caso corre sob sigilo.

 

 

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