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Ministro diz que Previdência tem como suportar envelhecimento da população
Para o ministro da Previdência Social, José Pimentel, a tendência de
envelhecimento da população não pode ser vista como fator de risco para as
contas da Previdência Social. Na avaliação de Pimentel, a Pnad 2007 (Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílio), divulgada hoje, apresentou dados positivos
que permitem caminhar para uma Previdência sustentável.
"Na verdade, a Pnad só nos trouxe boas notícias, pois a vida mais longa para
nossas famílias é motivo para comemorar. Cabe a nós da Previdência criar
condições para financiar cobertura para todo mundo", disse o ministro. Ele fez
questão de ressaltar que a necessidade de financiamento da Previdência (déficit)
decresce a cada ano.
"O Orçamento 2008 apresenta uma necessidade de financiamento de R$ 44 bilhões
para a Previdência. No entanto, com os cálculos que fizemos neste mês de agosto,
já é possível afirmar que será no máximo de R$ 38 bilhões. A necessidade de
financiamento está reduzindo muito. Se compararmos os sete primeiros meses de
2008, com os sete primeiros meses de 2007, houve uma redução de 20% na
necessidade de financiamento", destacou Pimentel.
Pelos cálculos do Ministério da Previdência, dos R$ 38 bilhões que devem ser
usados neste ano para cobrir o déficit, R$ 35 milhões destinam-se ao
financiamento da área rural e R$ 3 bilhões da área urbana.
"Esses números estão com o viés de baixa. Com a ampliação da oferta de emprego
com carteira assinada, mais a recuperação da massa salarial, o ganho real que os
trabalhadores estão tendo e a boa gestão que foi implantada na previdência
pública brasileira, a previdência urbana caminha para ser superavitária"
destacou Pimentel. Para ele, até 2010, não haverá mais déficit na previdência
urbana.
Outra ressalva feita por Pimentel é que o IBGE considera população em idade
ativa aquela composta por pessoas com mais de 10 anos de idade. Já a Previdência
considera população economicamente ativa as pessoas com mais de 16 anos.
"Fazendo esse recorte, vamos observar que o percentual de trabalhadores que
contribuem para a Previdência se eleva para algo em torno de 64%".
"Estamos fazendo um grande esforço para ampliar a cobertura previdenciária. Hoje
temos 40,88 milhões trabalhadores com carteira assinada contribuindo para a
Previdência Social. Nesse público, em torno de 37 milhões são regulares e o
restante, eventual, ou seja, são os autônomos".
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