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Pobres estão mais confiantes e ricos mostram cautela, aponta pesquisa
da Folha Online
O ICC (Índice de Confiança do Consumidor), apurado mensalmente pela Fecomercio
(Federação do Comércio do Estado de São Paulo), apresentou alta de 1,8% em
setembro, em relação a agosto, e atingiu 140 pontos. Em relação ao mesmo período
de 2007, o índice apresentou elevação de 5,8% (132,3 pontos).
O índice varia de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e
otimismo acima desse patamar, e é composto por dois indicadores: o Icea (Índice
das Condições Econômicas Atuais) e o IEC (Índice das Expectativas do
Consumidor). Neste mês, o Icea --que registra como o entrevistado percebe a sua
situação atual-- apresentou queda de 2,7% em relação a agosto (136,8 pontos). A
percepção em relação ao futuro, contemplada pelo IEC teve alta de 4.9% em
relação a agosto e atingiu 142,1 pontos.
De acordo com a Fecomercio, a pesquisa apurou comportamento divergente de acordo
com a renda. Enquanto os consumidores de renda mais baixa se mostraram mais
otimistas, a classe de renda mais alta mostrou cautela. Os consumidores com
renda mais baixa, --muito mais afetados pela alta dos itens alimentícios-- com a
notícia da desaceleração dos preços melhoram significativamente suas avaliações.
Já os consumidores com renda acima de dez salários mínimos revelaram grande
cautela nas suas avaliações em relação à situação econômica do Brasil,
justificadas pela percepção das incertezas do cenário externo, e, sobretudo das
variáveis juros, câmbio e inflação.
Renda
Na análise realizada por faixa de renda, o ICC apurou queda de 1,7% (148 pontos)
entre os consumidores com rendimentos superiores a dez salários mínimos. Em
relação ao IEC, setembro apresentou queda de 3,8% (146,6 pontos) e o Icea alta
de 1,5% (150 pontos).
Já os paulistanos na faixa de renda inferior a dez salários mínimos tiveram alta
de 5,7% no ICC (138,1 pontos). O IEC também apresentou alta de 11,5% (141
pontos) e o Icea variou negativo em 2,4% (133,8 pontos). Todos os dados são
resultados da comparação com o mês anterior.
Faixa etária
Na análise segmentada, os homens estão mais otimistas em relação às mulheres
(147,6 pontos contra 133 pontos, respectivamente). A pesquisa destaca também que
os consumidores com idade superior a 35 anos estão mais confiantes e, em
setembro, atingiram alta de 3,2% no ICC (146,5 pontos). Entre os paulistanos da
faixa etária inferior a este patamar, houve elevação de 2,6% no ICC (134,1
pontos).
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