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Com alta do dólar, autopeças já comemoram novos contratos
 

A alta do valor do dólar frente ao real é motivo de comemoração para a indústria de autopeças brasileira, que até dois meses atrás sofriam com a falta de competitividade de seus produtos no mercado externo. Apesar de a moeda americana ter se valorizado mais fortemente no país nos últimos dias, o setor já registra novos contratos com a desvalorização do real.

O presidente do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Paulo Roberto Rodrigues Butori, explicou que a desvalorização da moeda brasileira tem efeito positivo imediato nas vendas do setor.

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"Já ouvi nesta manhã sobre empresas que foram procuradas de ontem para hoje para fechamento de contratos. Há cinco dias o cliente não queria nem saber de fechar esse contrato", afirmou Butori.

De acordo com o presidente do Sindipeças, o setor tem um déficit comercial de US$ 2 bilhões, que seria recorde para a indústria de autopeças. Ele considera que a alta da moeda americana "pode minorar o tamanho do déficit", pois a empresas nacionais deixariam de importar os produtos, além de aumentar a competitividade no exterior.

Apesar de o dólar ter atingido nesta terça-feira R$ 2,31, Butori considera que a taxa de equilíbrio do câmbio deverá ficar próximo de R$ 2. Em 1º de agosto deste ano, a moeda americana chegou a ser negociada por R$ 1,559.

"O dólar em alta não é ruim para a indústria brasileira de autopeças. Em R$ 2, a indústria brasileira se torna muito mais competitiva e melhoramos muito a balança comercial", afirmou o presidente do Sindipeças.



 

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